Como FUNCIONA o SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO?

publicidade

Seja em filmes, nos livros ou até aqui no Manual do Mundo… falar sobre submarino é um assunto que rende. Se você está aqui, essa é a prova viva de que a afirmação está correta. Mas, papo vai e papo vem e algumas perguntas ficam no ar. Dentre elas, talvez a que poucas pessoas conseguem responder: afinal, como funciona o submarino nuclear brasileiro?

publicidade

Para entender melhor essa tecnologia e, claro, ajudar a sanar algumas dúvidas, o Manual do Mundo foi até o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, local onde está sendo desenvolvido um submarino, e que conta com uma maquete impressionante do submarino nuclear brasileiro.

E já que nós vamos analisar esse submarino, nada melhor do que entender parte por parte, não é mesmo? Fique a bordo e embarque nessa com a gente!

Submarino nuclear brasileiro

Começando pela proa, que é a parte da frente do submarino, ela tem algumas características e funcionalidades. O formato meio “pontudo” se deve justamente para que o submarino consiga navegar sem apresentar problemas na água.

Seguindo pela proa, é possível notar que o submarino possui três decks, ou seja, três andares. No primeiro, fica o quarto onde dormem os marinheiros, no segundo, fica uma sala de torpedos, e no terceiro, mas não menos importante, fica uma praça de baterias, que serve para fornecer energia para todo o submarino e também para o motor elétrico.

Ah, e antes que a gente se esqueça, quando falamos em submarino nuclear, não quer dizer que ele vai soltar bombas nucleares, tá bom? Na verdade, ele possui esse nome por ter propulsão nuclear. Os torpedos do submarino nuclear brasileiro servem para atacar outros submarinos ou objetos que se encontram na superfície como porta-aviões e barcos. Esses torpedos, quando acionados, são lançados pela parte da frente do submarino, lá na proa.

Continuando… na parte de cima do submarino temos a vela, a estrutura que fica na parte superior do submarino e acaba surgindo acima d’água quando a embarcação sobe à tona. Sua função é servir de passagem para o meio externo e amparar uma série de mastros contendo instrumentos, como radar, snorkel e periscópio. Na sua lateral, é possível notar a presença de hidroplanos, que servem para dar estabilidade aos submarinos.

Logo embaixo da vela existe uma sala de comando, que é onde tudo de mais emocionante acontece. É aí onde se decide para que lugar o submarino deve ir, quando é preciso atacar e muito mais. Se tiver um filme que se passe dentro do submarino, pode ter certeza que é nessa sala onde vão acontecer as maiores emoções.

No andar inferior à sala de comando ficam os banheiros, refeitórios e cozinhas. Logo embaixo dessa parte fica o chamado porão, que é uma praça de máquinas. Aí fica o gerador de oxigênio que sem dúvida é uma peça chave do submarino nuclear.

Vantagens do submarino nuclear

Pegando o gancho do gerador de oxigênio, já adiantamos que as vantagens de ter um submarino nuclear começa por aí. O padrão é que esse submarino fique mais ou menos três meses debaixo d ‘água, sem precisar subir.

Isso porque, nesse sistema, não é necessário ter grande quantidade de combustível ou oxigênio para impulsionar o motor. Assim, a tripulação consegue ficar lá embaixo e esse oxigênio que elas respiram é gerado por meio da água.

Sim, os tripulantes respiram por meio de uma tecnologia usada com a água. Dessa forma, a água do mar é purificada, depois quebrada e se usa apenas o O, da molécula para respirar.

Tecnologia pelo mundo

Por ser uma embarcação extremamente complexa e inovadora, pouquíssimos países dominam a tecnologia de um submarino nuclear. O Brasil é o sétimo país do mundo a ter o seu próprio submarino nuclear.

Isso porque, de modo geral, esse submarino se trata de uma “usina nuclear”, só que em miniatura. O submarino conta com um reator que precisa de urânio enriquecido e isso faz com seja possível esquentar a água que está passando por ele.

Mas afinal, isso serve para que? Dentro de todas essas etapas, a finalidade principal é gerar eletricidade. E é aí que o submarino nuclear brasileiro se destaca.

No submarino a diesel, ele também vai utilizar o motor a diesel para gerar energia elétrica. Mas isso implica em um gasto muito alto de combustível, além de ser necessário ficar subindo para a superfície mais vezes, já que ele consome muito oxigênio. Assim, esse submarino só pode ficar submerso alguns dias.

E quer saber de uma curiosidade que você não tem nem ideia? No submarino nuclear brasileiro, a previsão de troca de combustível é a cada 15 anos! É isso mesmo, 15 anos! Ou seja, a limitação de tempo estipulada de aproximadamente três meses, não tem a ver com a propulsão do submarino, mas sim das pessoas que estão ali, já que elas precisam de alimento e ficam estressadas por ficarem meses debaixo d’água.

Tá, mas calma aí, você acha mesmo que essa explicação acaba aqui? O submarino nuclear é ainda mais fascinante do que você pode imaginar. Mas para descobrir isso você precisa assistir o vídeo na íntegra!

Ah! E não se esqueça de compartilhar esse vídeo com aquele amigo que adora desbravar o fundo do mar!

Deixe seu comentário

Artigo anteriorÉ mito que matemática é para poucos, diz Matemaníaca
Próximo artigoAlunos da USP ajudam estudantes em tarefas escolares de ciências