Comunicando História

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Vinda de Palmares, Pernambuco, se formou como historiadora e depois se pós graduou na área de ensino de História. Durante esse período atuou como professora na zona rural de Pernambuco, ensinando profissionais das lavouras de cana de açúcar. Mais adiante foi direcionando sua carreira para o uso de tecnologia no ensino. Essa é a grande história da avó paterna da comunicadora Luanna Jales, que marca presença em redes sociais, repartindo conosco um pouco de seus estudos. 

Luanna Jales e um livro na mão

Raízes

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Formada em História pela UFSC é responsável pelo quadro Mulheres na História no canal Leitura ObrigaHISTÓRIA, que divide com o Prof. Icles Rodrigues e a Dra. Mariane Pisani. Durante dois anos, escreveu sobre moda, pois Moda foi sua primeira opção para a graduação. Mas a vida não rolou como a Luanna gostaria. Ela deixou o curso na metade e se mudou por um tempo pra Fortaleza, onde atuou como professora de dança. Quando voltou para Florianópolis, decidiu que não continuaria o curso de Moda. Prestou vestibular para o curso de História, e passou.

Com mãe pedagoga e avó historiadora (ambas professoras) a educação faz parte da história da Luanna. Certamente também influenciada pela história familiar, deu o salto da academia para o Youtube. E foi passando de trás das câmeras para a frente, literalmente, que ela começou. Com o conhecimento de moda que tinha participava de alguns trabalhos, auxiliando no trato do cenário e dos modelos, com o Prof Icles, que também é fotógrafo. Foi quando foi convidada pelo mesmo para participar do projeto Leitura ObrigaHISTÓRIA, focando em um campo que já a interessava, a história envolvendo as mulheres. Aceitou.

Luanna Jales se encontrando em meio aos livros

Vídeos

No início a ideia era focar na biografia de algumas mulheres com importância histórica. Logo a Luanna percebeu que gostaria de expandir, e comunicar temas, momentos e movimentos históricos que também envolvesse as mulheres e figuras femininas. Um dos vídeos de que ela mais gosta é o do Feminismo Negro, onde não só pode destacar esse movimento histórico importante, como também pode trazer para a tela a história de algumas mulheres envolvidas.

Ao assistir aos vídeos apresentados e produzidos pela Luanna, você perceberá que desde os primeiros ela se mostra uma divulgadora preocupada em entreter, além de transmitir o assunto principal do vídeo. Esse entretenimento foi planejado. Pois a sensação que ela sentia frente a alguns professores extremamente formais não era o que ela gostaria de passar pra sua comunidade. O youtube é também um ambiente de descontração, e foi estudando alguns artistas de StandUp Comedy que Luanna encontrou ferramentas de entretenimento que hoje coloca em seus vídeos.

Uma outra vantagem da Luanna para a comunicação é que ela já era professora de inglês. Também sempre teve muito contato com a leitura. Então foi uma questão de adaptar essas suas habilidades já construídas para escrever roteiros e apresentá-los em frente a câmera. E funcionou. Outro pilar que a ajuda muito é sempre estar baseada em fontes, e deixá-las explícitas, para que a comunidade que a assiste possa consultar caso queira.

É através da análise de documentação histórica, livros e registros, e também com discussão e troca de informações com outros estudiosos, que a Luanna vai selecionando a parte da História que deseja transmitir. Tratar a História como ela é, e não se deixar levar por ideias prévias, é um exercício constante para o profissional historiador. O que também será indispensável para o comunicador de História.

Luanna Jales

Continuidade

No momento ela está pensando em dar início ao curso de Mestrado, mas a pandemia deixa tudo numa situação diferente da usual, quando ainda não sabemos ao certo como os protocolos vão acontecer. De qualquer forma é um projeto que Luanna leva a sério, também para se aprimorar nos estudos e poder oferecer mais para o público. E, para nossa sorte, ela pretende continuar a produzir seus vídeos e também focar na análise de livros e resenhas, material que apresenta em sua conta do Instagram.

Além de continuar contando a história envolvendo o mundo feminino, gostaria também de expor mais um pouco da história racial, adicionando a todo esse movimento de comunicadores já dedicados ao assunto um pouco mais de teoria. Para que assim o debate torne-se mais rico, e para que as pessoas tenham bastante fundamentação para discutir e compreender melhor a história. História essa que nos fez chegar onde hoje estamos.

Então vida longa pra Luanna.

Que bom que você está por aqui, volte sempre. Tchau.

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