Como é fabricado um TROMPETE: Boravê!

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Como é fabricado um trompete? Se você curte instrumentos musicais, vai adorar nossa visita virtual a uma fábrica de trompetes em Mairiporã, São Paulo. Boravê?

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Tudo começa com chapas de latão, uma liga metálica feita de zinco e cobre. Com a ajuda de um molde e uma tesoura elétrica, as peças que formarão o instrumento são recortadas. Isso mesmo, no caso do trompete, tudo é feito de forma separada e só no final é que se junta tudo.

Esse processo acontece em paralelo, sendo possível produzir um instrumento em até 8 horas. Incrível, não?

A maior peça do trompete é a campana, por onde sai o som. Ela é formada por uma base, mais fina, e por uma boca. A base é dobrada com uma dobradeira de chapa, fechada com o auxílio de um martelo e, depois, é soldada com uma vareta de latão, deixando o acabamento imperceptível.

Apesar de termos “invadido” a fábrica de trompetes, alguns detalhes continuam em sigilo industrial. Como é o caso do líquido onde mergulham a peça para retirar resíduos. Ela é submersa neste líquido misterioso por 20 minutos, depois é lavada com sabão e secada com a ajuda de um maçarico — esse a gente conhece bem!

Depois de passar por esse processo, a peça é achatada e vai para tratamento em um forno a mais de 560ºC. Ela sai bem escura e é arrendondada primeiro com um martelo de madeira e depois em um torno. Para terminar de dar o formato, um disco de chumbo com antimônio é derretido na hora e o cano é passado por dentro.

Já a boca da campana é feita de um jeito diferente. O disco é recortado usando uma guilhotina e depois é moldado em um torno. Agora é “só” juntar o cano com a boca: dá-lhe solda, lixa e banho químico de novo.

Acha que acabou? Nada disso! O trompete vai para uma geladeira a -50ºC com sabão dentro. A próxima etapa é curvar o cano, processo feito de forma manual com a ajuda de um molde. Só então, finalmente, a peça vai para o acabamento com lixa e polimento.

As partes menores do instrumento passam por processos parecidos, mudando apenas alguns detalhes, como o uso de um torno computadorizado. No caso dos pistos, por exemplo, que são responsáveis pelas alterações das notas, a matéria prima é o inox para evitar que ocorra a oxidação conforme o uso.

Toque final da fabricação do trompete

O instrumento só é montado e finalizado após ser comprado pelo cliente. E o toque para deixá-lo brilhante é parecido com o que damos em nossas bolas perfeitas: uma politriz entra em ação, e o trompete é lustrado manualmente onde a máquina não alcança.

Diversos processos ainda são realizados durante a montagem final do instrumento e, para checar que está tudo 100% e não fazer feio na hora da apresentação, o trompete é levado para uma máquina de amaciamento por 10 minutos. Achou pouco? Saiba que esse tempo corresponde ao uso diário do instrumento por cinco meses!

E você sabia que a afinação do trompete tem relação com o clima do lugar onde ele será usado? Esse vídeo está imperdível! Ah, e no final, você ainda se surpreenderá com o Iberê se arriscando com um trompete especial e um show acústico capaz de emocionar os fãs do Manual do Mundo. Boravê?

Essa visita incrível se concretizou após recebermos um e-mail do Plínio, que é gestor de marketing da fábrica que visitamos, então, se você também trabalha em algum lugar curioso, conhece um espaço bacana ou construiu algo interessante em sua casa, mande um e-mail para a gente, fechou?

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