Jovem usa sucata eletrônica para contribuir no desenvolvimento cognitivo de estudantes

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Tendo em vista que o mundo está cada vez mais tecnológico, a sucata eletrônica vem ocupando os espaços urbanos com grande intensidade. Partindo desse princípio, desenvolver alternativas que inibem esses impactos é uma alternativa significativa pensando no bem estar social. Uma alternativa, por exemplo, é utilizar esses materiais em aulas de robótica educacional.

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Sucata eletrônica

Levando isso em consideração, uma estudante resolveu fazer um levantamento sobre o que os seus colegas pensavam sobre a inclusão da robótica educacional na grade curricular e quais eram as principais dificuldades encontradas por eles. A ideia era utilizar a sucata eletrônica no desenvolvimento do projeto.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Trabalho de sucata eletrônica foi desenvolvido tendo como base a percepção da estudante | Divulgação

“Robonixo”

*Por Yasmin Rodrigues Ferreira Coêlho
*Coordenado por Alexsandro Ferreira Coelho

De onde surgiu a ideia do projeto?
Ao notar em minha escola a crescente produção de projetos, a disseminação do uso da robótica educacional e a inclusão da mesma na grade curricular, percebi a dificuldade no aprendizado da linguagem de programação e alto custo dos kits de robótica, isto me chamou a atenção, se para as escolas particulares havia barreiras, quem dirá nas escolas públicas. Com isso recordei de várias notícias que relatavam a precariedade do ensino público, tornando mais complicado a implantação da robótica no mesmo, bem como o descarte errado do lixo eletrônico em nosso país na qual relatava que até o final do ano de 2018 o Brasil chegaria a 48 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Para mim, a robótica como disciplina já não é novidade, pois vivencio desde dos meus 12 anos, nos quais participo de competições e eventos ligados à área de tecnologia com meu pai. Nas minhas participações na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) denotei que a maioria dos competidores utilizava kits da LEGO. Analisando o comportamento dos meus colegas em sala de aula e material utilizado nas competições, me veio a ideia de fazer um levantamento sobre o que os mesmos pensavam na inclusão dessa disciplina na grade curricular e quais eram as principais dificuldades encontradas.

Quais foram os maiores desafios?
Desenvolver projetos científicos no Brasil é sempre complicado por conta da falta de apoio, isso em todos os níveis acadêmicos, no ensino médio não é diferente. O meu maior desafio foi conscientizar as pessoas sobre doarem materiais eletrônicos que seriam descartados, as pessoas sempre pensava que iria vender ou algo desse tipo. Outro ponto forte é o fato de ser mulher, sempre existe um preconceito sobre exatas ser para o sexo masculino, mas isso é algo que é sempre superado pelo apoio da minha família e principalmente do meu orientador que também é meu pai.

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O projeto visa auxiliar o ensino | Divulgação

Quais foram as maiores descobertas?
É fantástico o que se pode fazer com materiais que para muitas pessoas é lixo. No desenvolvimento do projeto acabei descobrindo o mundo fantástico do reaproveitamento, o quanto podemos fazer com materiais recicláveis e como podemos aplicar em várias disciplinas, exemplo na aula de artes é possível usar eletrônicos danificados que não serviria mais para construção de obras de artes e brinquedos, na física é possível criar circuitos com papelão e papel alumínio e aplica na prática as teorias de circuito elétrico, corrente elétrica, tensão e resistência elétrica. É gratificante ver os participantes das oficinas montarem seus próprios circuitos ou brinquedos utilizando materiais que antes eram jogados fora.

Como foi participar da FEBRACE?
A participação na FEBRACE 19 me rendeu inúmeros aprendizados. Em todas as feiras e mostras que já participei com o projeto sempre é uma honra apresentá- lo às outras pessoas, além do sentimento de satisfação que toma conta de nós, porque, entre outros motivos, temos a consciência de que as ações que estão sendo e que serão realizadas são em prol dos alunos, dos professores, dos jovens, pois, afinal de contas, é do ambiente escolar atual que surgirão os futuros profissionais e cidadãos. E na FEBRACE não foi diferente. Aliás, foi sim diferente, esse sentimento se mostrou muito mais ativo, e posso dizer que a FEBRACE é diferente de qualquer feira que eu já tenha participado mesmo que sendo de forma virtual esse ano por conta da pandemia. Um evento de âmbito nacional, onde há estudantes de todo o Brasil, e mesmo que cada um em seu lugar é possível sentir o calor e a dedicação de todos. Projetos diferente, mas, cada um com o mesmo objetivo: desenvolver uma pesquisa ou uma inovação tecnológica, unindo-se num evento com a finalidade de trazer à tona os seus resultados referentes à melhora de algo. Foi uma experiência inesquecível e extraordinária poder ter participado de uma feira como a FEBRACE, pena que foi a minha primeira e última, já que terminei o ensino médio. Aos que contribuem para a realização de um evento científico tão sensacional que é a FEBRACE, fica aqui os meus sinceros agradecimentos. Uma experiência ímpar na minha vida. Vocês, organizadores, avaliadores e a todos os estudantes participantes, vocês são diferentes, vocês são únicos, vocês estão mudando o futuro, vocês são demais. Parabéns!

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Iniciativa também questiona o descarta de lixo eletrônico | Divulgação

Como foi participar da FEBRACE?
Na verdade, a melhor forma de se aprender algo é praticando, “mão na massa”, mesmo que no final não saia como o esperado. Buscar sempre estar antenado no que está acontecendo, ler livros, revistas, assistir jornais e claro ser bem participativo nas aulas principalmente as de ciências.

Ser sempre ousado, não ter medo de tentar, procura ser organizado, alguém muito observador e curioso. Sempre pesquisar problemas dentro de sua comunidade para que possa propor soluções. Você pode seguir alguns passos para organizar o seu projeto: Definição e delimitação de um problema de pesquisa;
 Formulação da hipótese;
 Coleta de dados;
 Análise e interpretação dos resultados.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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