Estudante desenvolve projeto de nanopartículas sustentáveis 

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O vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010, foi um dos piores desastres ambientais da história. O acontecimento foi tão marcante que ficou na memória da estudante Camila Mendonça de Freitas. Para ela, desenvolver um projeto de nanopartículas sustentáveis era uma forma de elaborar novas maneiras de remover o petróleo da água.

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Nanopartículas sustentáveis 

Depois de alguns estudos, o projeto foi adaptado para trabalhar com algo que pudesse ser desenvolvido nos laboratórios de química, e então surgiu a ideia de síntese verde de nanopartículas de prata utilizando um resíduo vegetal regional: a casca de pinhão.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

Nanopartículas sustentáveis 
Ideia do projeto surgiu após estudante assistir ao filme sobre o desastre do Golfo do México | Divulgação

“Casca de Pinhão”

*Por Camila Mendonça de Freitas
*Coordenado por Josimar Vargas

De onde surgiu a ideia do projeto?
A ideia de projeto surgiu após ter assistido o filme “Deepwater Horizon: desastre do Golfo do México” em 2016. O derramamento de petróleo proveniente desse desastre acendeu uma luz dentro de mim, que comecei a elaborar novas formas de remover o petróleo da água. Nos primeiros anos do ensino médio técnico em química, desenvolvi um projeto visando produzir um biodetergente para remover o petróleo da água. Porém, como o campus do IFRS não possuía um laboratório de microbiologia, acabamos adaptando o projeto para trabalhar com algo que pudesse ser desenvolvido nos laboratórios de química, e então surgiu a ideia de síntese verde de nanopartículas de prata utilizando um resíduo vegetal regional: o pinhão.

Quais foram os maiores desafios?
Eu acredito que os maiores desafios foram a falta de equipamento e a pandemia do Coronavírus. Apesar de os laboratórios do IFRS serem bem equipados, existem equipamentos que são extremamente caros e que geralmente só são encontrados em universidades, como a Universidade de Caxias do Sul (UCS), que se tornou parceira do projeto mais tarde. Além disso, a pandemia acabou impossibilitando nossa ida aos laboratórios por meses, o que dificultou a finalização do projeto. Entretanto, apesar de ter sido um obstáculo, a persistência e foco nos objetivos que tínhamos traçado foram maiores e no final conseguimos comprovar a síntese de forma ainda mais especial.

Quais foram as maiores descobertas?
Eu acredito que as maiores descobertas do projeto foram como os extratos da casca de pinhão se comportam durante a síntese das nanopartículas de prata, através dos gráficos de absorção e das trocas de coloração, e quais são os diferentes compostos fenólicos que estão presentes no resíduo. Apesar de a bibliografia nos fornecer algumas bases, cada projeto obtém um resultado único e diferenciado, e a mágica de poder observar e estudar isso de perto é algo fora do comum.

Nonopartículas-sustentáveis 
Projeto de nanopartículas sustentáveis foi desenvolvido para solucionar possíveis problemas futuros | Divulgação

Como foi participar da FEBRACE?
Participar da FEBRACE foi a realização de um sonho! Quando você inicia o curso técnico e eles te apresentam o universo da ciência, rapidamente você traça a FEBRACE como uma meta que você quer muito alcançar. Eu alimentei esse sonho por quatro anos, me esforçando, estudando, lendo diversos artigos e me desafiando cada vez mais, e poder vivenciar essa experiência, mesmo ela sendo virtual, foi algo muito especial para mim. Esse momento ficará marcado na memória para sempre!

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
A primeira dica que eu daria é: se desafie! Muitas vezes, quando cogitamos nos inscrever em uma feira científica, ficamos receosos que nosso projeto não seja bom o suficiente ou que não sejamos tão capazes quanto acreditamos ser. Porém, o primeiro passo é acreditar no seu potencial e acreditar no poder de mudança que a sua ideia pode oferecer, afinal, toda ideia é brilhante se você colocar seu coração nela. Se você acredita na sua capacidade, vá sem medo! A experiência de participar de uma feira de ciências e dividir ideias e visões com outras pessoas é algo extraordinário e que tem a força de transformar sua vida.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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