Ensino remoto brasileiro: grupo desenvolve projeto visando a prática dos estudantes

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A pandemia, ocasionada pela covid-19 desencadeou o fechamento de inúmeras escolas ao redor do Brasil. As dificuldades de acesso ao ensino remoto brasileiro tiraram 5,1 milhões de crianças e adolescentes das escolas, segundo uma pesquisa realizada pelo Unicef em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo.

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Ensino remoto brasileiro

Apesar da modalidade ter migrado para o EAD, as modalidades que exigem prática na grade curricular foram prejudicadas. Pensando numa maneira fácil, prática e acessível para contornar tal problema, um grupo de estudantes idealizou um projeto de laboratório remoto, onde os estudantes possam realizar as práticas, sem a necessidade de sair de suas residências.

Quer conferir mais sobre o projeto de ensino remoto brasileiro? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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O trabalho foi desenvolvido pensando em auxiliar os estudantes que foram prejudicados na pandemia | Divulgação

“Aplicativo de acesso a laboratório remoto para aulas de biologia”

*Por Artur da Silva Rodrigues e Ricardo Correia Costa
*Coordenado por Luiz Gonzaga do Nascimento Neto e Thalyson Gomes Nepomuceno da Silva

No atual cenário de emergência da saúde pública que o mundo está vivenciando, devido a pandemia, inúmeras instituições de ensino, tanto privadas, quanto públicas, tiveram que suspender seus calendários letivos. Nesta ocasião, muitas dessas instituições optaram por aderir, ao ensino a distância (EaD), ou a modalidade de ensino remoto. Contudo, uma dúvida se sobressai entre os discentes e docentes, relacionada a parte prática, dos componentes curriculares.

Pensando numa maneira, fácil, prática e acessível, para contornar tal problema, surgiu a ideia de um laboratório remoto, onde os estudantes pudessem realizar as práticas, sem a necessidade de sair de suas residências. Ao efetuar pesquisas de programas já existentes, foram encontrados alguns, que eram inviáveis de serem adicionados como ferramenta de ensino, sendo eles pagos, exigindo grande capacidade de processamento, ou mesmo baixa abrangência de experimentos. Visto isso, surgiu a proposta da criação de um laboratório que possuísse considerável gama de experimentos, fosse “leve” para memória dos smartphones e de baixo custo, assim tornando-se mais acessível e viável para implementação como ferramenta educacional nas escolas de ensino básico.

A proposta foi contemplada como projeto PIBIC EM no IFCE, que garantiu uma bolsa do CNPq como auxílio para o desenvolvimento das etapas do trabalho. Antes mesmo do início da produção, dificuldades vieram a surgir, como a escolha da plataforma a ser usada, e aprender a manusear a mesma, após debates a plataforma MIT app inventor foi escolhida para o desenvolvimento do aplicativo, os experimentos foram outro problema, já que desenvolver um experimento através de técnicas de programação demandaria tempo e experiência, sendo contornado o problema momentaneamente, com a utilização das simulações do site Phet Colorado. No decorrer do desenvolvimento, problemas como a criação de uma interface mais interativa e acessível vieram a aparecer, mas sendo contornados pela adição de imagens e nome dos experimentos, além da função de reprodução do nome dos mesmos na forma áudio.

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O trabalho busca auxiliar os estudantes na parte prática das aulas | Divulgação

Graças ao projeto, descobrimos que existem infinitas possibilidades de inovar as estratégias de ensino, e que as mesmas podem ser iniciadas e desenvolvidas pelos próprios discentes, além disso, pudemos conhecer inúmeras plataformas que podem auxiliar nos mais diversos níveis de ensino. Além disto, uma nova linguagem de programação além das mais famosas, como Unity, python, java, c, e algumas de suas variações mais conhecidas no contexto geral.

Durante a etapa de desenvolvimento, apresentamos o projeto em uma feira de ciências local, a IV MOSLIPRO, na qual fomos premiados com o 3º lugar na área de Ciências Exatas e Engenharia e mais o prêmio “Destaque informática” que permitiram nosso credenciamento a 19ª FEBRACE. A oportunidade de apresentar o projeto na FEBRACE, a maior feira de ciências para o ensino médio do Brasil, proporcionou grande empolgação, sendo uma das mais incríveis experiências, divulgar o nosso projeto, conhecer outros estudantes que também se interessam por pesquisa, além de ver a busca por soluções aos mais diversos problemas, por parte dos estudantes de todo o país, e ouvir as críticas e dicas para situações além dos projetos atuais, para toda a vida e carreira profissional, por parte de pessoas mais experientes, com uma visão mais ampla e imparcial.

Recomendamos a todos aqueles que estão iniciando neste belo caminho, em busca do conhecimento através da ciência, a buscarem ajuda e informação a pessoas próximas, que possuem uma maior experiência com feiras, além de se aprofundar ao máximo em questões, as quais sua pesquisa pode vir a abranger, pesquisar outros trabalhos parecidos, como forma de embasar seu pensamento e estruturar suas ideias, ter domínio sobre seu projeto, sendo capaz de ir além das falas, e responder quaisquer dúvidas, e por fim estar aberto a receber as críticas e conselhos, para melhorar suas ideias.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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