Fizemos um DETECTOR de RADIAÇÃO CASEIRO

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Que tal ver com os próprios olhos os rastros de partículas radioativas? Fizemos um detector de radiação caseiro!

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Você deve ter visto recentemente sobre novas descobertas relacionadas ao experimento Muon g-2 e a evidência de que existe uma nova física se escondendo nos múons, certo? Se não viu nada a respeito, confira esta matéria em nosso site.

Mas o que isso tem a ver com nossa experiência? O múon, “primo do elétron”, foi descoberto usando uma câmara de nuvem, ou seja, método de identificação de partículas subatômicas que usa os mesmos princípios do nosso detector!

Mas vamos voltar ao início da experiência. Você sabe o que é um CONTADOR GEIGER? É um instrumento utilizado como detector de radiação. Para quem acha que nunca viu, ele costuma aparecer em filmes de acidentes nucleares e bomba atômica.

Geralmente, o contador Geiger é controlado por alguém que está vasculhando o local e conforme algo que emite radiação fora do normal é encontrado, o ponteiro se movimenta — e ouvimos um tradicional apito.

Embora este contador Geiger que temos em mãos pareça ser muito legal, está descalibrado e estão faltando algumas peças, portanto não podemos utilizá-lo.

Mas trouxemos boas notícias também, pois o detector de radiação caseiro que fizemos pode ser ainda mais legal do que esse.

Conheça a câmara de nuvem

A primeira diferença do nosso detector para o contador Geiger é que o primeiro não vai indicar a radiação por um ponteiro ou por um barulho.

Com ele, podemos VER as partículas de radiação e fizemos isso utilizando um experimento científico conhecido como câmara de nuvem ou câmara de Wilson.

Para começar, construímos uma superfície extremamente gelada utilizando gelo seco (dióxido de carbono/”gás carbônico” em sua forma sólida), uma caixa de isopor, um cobertor e uma chapa metálica pintada de preta.

O segundo passo foi colar uma esponja no fundo de um pequeno aquário com cola quente. Nessa esponja, aplicamos o álcool isopropílico. Para testar a nossa câmara de nuvem, colocamos um eletrodo de solda TIG que possui Tório, elemento radioativo, sobre a placa de metal e cobrimos com o aquário de ponta cabeça.

Por fim, sobre o aquário, apoiamos um copo de alumínio com água quente e um peso.

Agora é só esperar e observar! Por conta da enorme diferença térmica criada pela água quente e o gelo seco, na parte de cima temos vapor, enquanto embaixo, o álcool quer condensar e virar líquido.

E essa transformação acontece conforme as partículas emitidas pelo decaimento radioativo do Tório interagem com o ar dentro da câmara, causando a formação de íons. Esses íons facilitam a condensação do álcool isopropílico e formam rastros que se parecem com nuvens (o que explica o nome da experiência) e, assim, temos uma espécie de mini tempestade.

Sem dúvidas, esse detector de radiação caseiro foi uma das experiências mais lindas que já fizemos aqui no Manual do Mundo.

E não ousamos parar por aí. Retiramos o Tório e continuamos a observar nossa câmara.

Os rastros que indicam a passagem de partículas continuaram a ser observados,o que pode ser explicado pela presença de radiação proveniente do espaço. Mas calma! A quantidade que chega até nós é tão mínima que, provavelmente, não consegue nos fazer mal.

Olha, se você não deixar o seu comentário neste post, você não sabe o que está perdendo!

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Jornalista multimídia e produtora de conteúdo. Curiosa, gosto de ler de tudo um pouco - de livros gigantes até placas de trânsito. Sou fã dos quadrinhos da Mafalda, e todos meus animais de estimação têm nome de comida. Adoro contar uns contos, mas amarro bem os pontos.