Projeto escolar visa elucidar e combater a violência no namoro

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A violência no namoro é um problema extremamente agravante na vida de inúmeras pessoas por se tratar de uma agressão que pode colocar em risco a integridade física, sexual, psicológica e/ou emocional de um dos parceiros.

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Violência no namoro

Apesar da violência no namoro ser um tema constantemente debatido atualmente, algumas medidas são sempre necessárias para combater essas agressões.

Levando isso em consideração, um grupo de estudantes desenvolveu o “Namorico”, jogo no estilo quiz que visa utilizar o projeto como uma ferramenta pedagógica por professores para abordar o tema da violência no namoro com seus alunos, despertando a juventude brasileira para essa problemática.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Projeto nasceu com o objetivo de debater e enfrentar a violência no namoro | Divulgação

“Namorico”

*Por Lyzzandro Dualamo Soares Teodosio, Marcelo Jácome de Lima Filho e Beatriz Gonçalves da Cruz
*Coordenado por Rackynelly Alves Sarmento Soares e Douglas Andrade de Meneses

De onde surgiu a ideia do projeto?
O tema violência do namoro já é abordado por grupos de pesquisa no Brasil. Gostaríamos de desenvolver algo voltado para os relacionamentos tóxicos, mas não tínhamos ideia que caminhos poderíamos seguir. Nossa professora orientadora conhecia de outro projeto a Prof. Sheila Murta (UnB) que desenvolveu a escala de violência no namoro. Porém a escala, como toda escala, não dialogava com o jovem, então, daí, pensamos em usar a escalar adaptando-a a uma ferramenta mais dinâmica e interativa. Essa foi a origem da nossa ideia.

Como foi participar da FEBRACE
Foi nosso primeiro evento científico, então bastante significativo para nós. A família ficou na torcida, até a rádio da cidade anunciou nosso projeto. Estamos no sertão do semiárido nordestino, produzindo ciência, em plena pandemia, imagina se estivéssemos em condições mais favoráveis?

Então, consideramos que participar da FEBRACE foi acima de tudo superação. Superamos nosso medo de falar em público, representamos com muito orgulho a nossa instituição, o IFPB – Campus Sousa – e os outros membros da equipe. Foi impactante, intenso e ao mesmo tempo acolhedor, ficamos imaginando como seria participar presencialmente.

Maior descoberta?
Conhecer a escala de violência no namoro publicada no livro Libertando-se namoros violentos foi a descoberta que nos deu subsídio para desenvolver nosso jogo. Com isso, vimos como a ciência produzida por um grupo pode contribuir com a ciência produzida por outro grupo. Estamos todos produzindo conhecimento. Essa foi a descoberta mais significativa.

Maior desafio?
Podemos destacar dois grandes desafios, um desafio atual e outro ainda em curso – Desafio atual: A violência está presente em vários espaços, muitas vezes entranhada na nossa cultura de uma forma que quase não mais a percebemos. Como se estivéssemos insensíveis a ela. A violência adentra nas músicas, nos filmes, nas relações de amizade, na nossa casa e claro, nas relações de namoro. Assim, nosso maior desafio foi trazer para a discussão em sala de aula esse tema “pesado” a Violência no Namoro, utilizando uma abordagem leve, nosso jogo do tipo quiz o Namorico.

Desafio futuro: Após a fase de testes, o Namorico poderá ser utilizado como uma ferramenta pedagógica por professores para abordar o tema da violência no namoro com seus alunos, despertando a juventude brasileira para essa problemática. Essa etapa é desafiadora, pois carece de bastante articulação em rede. Iniciaremos nossa divulgação internamente no IFPB, porém queremos sair dos nossos próprios muros, pois entendemos que a violência está em todo lugar.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
A dica mais importante que destacamos é que se você tem uma boa ideia e acredita no seu potencial inovador, procure um(a) professor(a) certamente vocês poderão construir um ótimo projeto de pesquisa. No processo científico, uma das etapas é justamente a divulgação e a difusão de conhecimento. As feiras de ciência são excelentes espaços para isso.

Ah… Outra dica que também pensamos ser importante é: Não ceder ao nervosismo, para isso é importante conhecer bem todas as fases do seu projeto e, claro, muita dedicação é fundamental para obtenção do sucesso na participação.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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