Grupo estuda a possibilidade de usar ventos solares para produzir energia

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Apesar das boas condições climáticas do Brasil, ainda hoje o investimento em energias renováveis é baixo. Segundo um levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2019, apenas 1,4% da energia produzida no País veio de energia solar. Visando o investimento em melhorias para essas fontes de energia, um grupo de estudantes desenvolveu um projeto a partir de ventos solares para esse fim.

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Geração de energia

De acordo com os estudantes, a ideia do projeto surgiu a partir da percepção da conjuntura em que o mundo se encontra a respeito dos atuais modos de produção de energia. Nesse sentido, o grupo continuou pesquisando acerca do assunto e descobriu que há uma grande confusão no entendimento sobre a captação desses ventos.

Por conta desse desentendimento a respeito da funcionalidade de velas solares, os jovens idealizaram todo o projeto.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

ventos-solares
Trabalho busca gerar energia sustentável | Divulgação

“Uso de ventos solares e fótons para geração de energia”

*Por Giovana de Souza Neves e Lucas Batista Dantas
*Coordenado por Fabricio Barbosa Bittencourt e Renato Brito Quaglia

A ideia do projeto surgiu a partir da percepção da conjuntura em que o mundo se encontra a respeito dos atuais modos de produção de energia. Visando o investimento em melhorias para essas fontes de energia, começamos a pensar e pesquisar sobre outras possibilidades, chegando assim, a partir de muita pesquisa, aos ventos solares. Nesse sentido, continuamos a pesquisar acerca do assunto e descobrimos que há uma grande confusão no entendimento sobre a captação desses ventos. Em um ideal popular, ventos solares são captados por velas solares, porém essas servem como uma forma de gerar energia através de fótons, ou seja, por conta desse desentendimento a respeito da funcionalidade de velas solares foi possível idealizar todo um projeto.

A maior dificuldade que enfrentamos no decorrer do projeto foi conseguir esclarecer como a proposta que funcionaria, ou seja, passar as nossas ideias para o papel. Como se trata de um assunto bem complexo, foi preciso organizar as palavras de forma que qualquer pessoa que não tenha conhecimento em relação ao tema, consiga entender do que se trata. Antes mesmo da FEBRACE, em uma feira do colégio, na qual, além do público em geral, vieram alunos do Ensino Fundamental I para assistir nossa apresentação, o que foi uma grande dificuldade, pois explicar algo tão complexo e cheio de detalhes para estudantes tão novos era algo completamente inimaginável.

Desde o início da nossa pesquisa, descobrimos coisas novas. Não tínhamos conhecimento nem de um quarto do projeto inteiro. Foram estudos e mais estudos acerca do tema, até que descobrimos várias coisas que muitos não sabem, como a possibilidade de gerar energia através de ventos solares e fótons ou até mesmo a existência dessas partículas, desconhecida por nós, estudantes, até então. A verdade é que o que aprendemos durante a execução do trabalho não costuma figurar no conteúdo de sala de aula da maioria dos jovens. Aprofundamo-nos em assuntos diversos, além daqueles previstos em nossa grade acadêmica. Nesse contexto, aprendemos muito com o trabalho, mas mais ainda com a experiência de participar de uma feira nacional, que, sinceramente, foi maravilhosa pelo simples fato de ter abrangência nacional. Não foi nada assustador, diferentemente de como achávamos que seria. Os avaliadores foram muito atenciosos e carismáticos enquanto telespectadores e críticos. Se tivéssemos que descrever o que passamos em poucas palavras seriam essas: “oportunidade única”.

Participar de uma feira de ciências requer dedicação, responsabilidade e gosto pelo assunto. Esses três fatores juntos funcionam muito bem. Se qualquer pessoa tiver a dedicação de ir atrás, pesquisar e se esforçar, responsabilidade quanto aos prazos e regras da feira e, também, interesse pelo assunto discutido no projeto, o sucesso é certo. É claro que é possível fazer tudo sozinho, mas ter o apoio e a ajuda de pessoas que realmente se importam é algo indispensável. Em outras palavras, o trabalho em equipe é algo que pode vir a ser muito importante durante o desenvolvimento do projeto.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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