Projeto incentiva a reutilização da água em comunidade no Rio de Janeiro

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A cada 100 litros de água captada da natureza e tratada para se tornar potável, quase 40 litros se perdem por conta de vazamento nas redes, fraudes, erros de leitura dos hidrômetros e outros problemas, segundo um estudo elaborado pelo Instituto Trata Brasil feito em parceria com a Water.org. O caminho para resolver esse problema é um só: conscientização e reutilização da água.

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Reutilização da água

Pensando justamente em resolver esse problema de desperdício e promover a reutilização da água, surgiu o projeto “Reuso de águas pluviais e suas utilizações”.

Desde seu início em 2019, o projeto visava buscar meios eficientes e, sobretudo, viáveis de fazer a reutilização da água potável. Para isso, foram definidos como objetivos centrais a conscientização da comunidade do CEFET/RJ sobre a importância da água no mundo por meio da criação de diversos coletores de reuso de águas pluviais, até o treinamento e capacitação de estudantes e trabalhadores para que eles utilizassem essa estação de reuso em certas atividades.

Além disso, foi preciso dar acesso a pessoas e comunidades que sofrem com a escassez da água por meio do desenvolvimento de um filtro capaz de tornar a qualidade da água de reuso melhor.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Desde seu início em 2019, o projeto “Reuso de águas pluviais e suas utilizações” visava buscar meios eficientes e, sobretudo, viáveis de economizar água potável | Divulgação

“Reuso de Águas Pluviais e suas utilizações”

*Por Alexsandro Rodrigues Martins e Cecília de Lauro Antunes
*Coordenado por Alexandre Martinez dos Santos e Myrna da Cunha

Desde seu início em 2019, o projeto “Reuso de águas pluviais e suas utilizações” visava buscar meios eficientes e, sobretudo, viáveis de economizar água potável. Portanto, foram definidos como objetivos centrais do projeto desde a conscientização da comunidade do CEFET/RJ sobre a importância da água no mundo por meio da criação de diversos coletores de reuso de águas pluviais, até o treinamento e capacitação de estudantes e trabalhadores para que eles utilizem essa estação de reuso em certas atividades a fim de modificar um ambiente através da reutilização da água e da sustentabilidade possibilitando sua melhora. Além disso, dar acesso a pessoas e comunidades que sofrem com a escassez da água através do desenvolvimento de filtro capaz de tornar a qualidade da água de reuso melhor, por exemplo.

Os objetivos que o permeiam estão alinhados à meta central determinada desde o início pelo projeto, no entanto, mais do que estar de acordo com esse objetivo, visa-se sempre estar em consonância com a motivação inicial, isto porque, a partir do estudo da disciplina de “Meio Ambiente: desenvolvimento e sustentabilidade” – a qual faz parte da grade curricular dos alunos participantes do projeto – intensificou-se o já forte sentimento de busca por mudanças efetivas na realidade ambiental do país e do mundo.

Dessa forma, foi iniciado o processo de pesquisa com o intuito de identificar um campo de atuação que possibilitasse atingir um propósito final onde houvesse oportunidades de ampliar progressivamente as possíveis áreas de impacto do projeto. Por isso, concluiu-se que a principal forma de atingir essas metas se daria a partir do reuso de águas pluviais.

Entretanto, o projeto encontrou inúmeros obstáculos durante a busca pela economia de água, seja para garantir a eficácia das ferramentas desenvolvidas no momento da pandemia como a necessidade de desenvolver testes caseiros para descobrir a qualidade do filtro projetado. Além da primordialidade de garantir que as próprias ferramentas antes desenvolvidas, como a Estação de Reuso, fossem adaptáveis e capazes de realmente propor uma solução efetiva para o desperdício de água. Graças a isso, ao longo de todo o período de existência do projeto – seja durante sua idealização, desenvolvimento ou aplicação prática das ferramentas projetadas – foi possível vislumbrar grandes descobertas fundamentais não só para orientar os passos seguintes, como também para expandir o conhecimento do grupo acerca dos tópicos abordados na pesquisa do projeto.

Dentre as maiores descobertas destaca-se a possibilidade de criação de um filtro capaz de melhorar consideravelmente a qualidade da água, fator que foi comprovado posteriormente por meio de testes de qualidade, com custo total pensado para ser acessível para extensa parte da sociedade. Ao projetá-lo, além da busca por aprimorar a qualidade da água tratada na Estação de Reuso, um público-alvo também foi considerado. Nesse sentido, a escolha dos materiais e componentes que constituem o filtro foi guiada pela procura de qualidade e acessibilidade a fim de viabilizar a extensão do uso do equipamento às populações que necessitam de água com boa qualidade para realização de tarefas cotidianas como a culinária, lavagem e cultivo.

Outra grande descoberta foi o tamanho do impacto que um ambiente harmonioso e estimulador pode causar no aprendizado dos alunos e servidores. Embora inicialmente não se tratasse de um dos objetivos centrais do projeto, a revitalização do Bloco I do CEFET/RJ campus Maracanã – espaço principal de desenvolvimento e aprimoramento do projeto – foi capaz de promover significativa mudança para os que transitavam pelo espaço. Com uma nova pintura e a instalação de um jardim vertical central de cerca de 2 metros de altura alimentado por um sistema de arduino utilizando a própria água tratada da estação de reuso, consegue-se, mais que proporcionar melhor bem-estar para estudantes e funcionários, gerar atenção para a importância e ampla capacidade de aplicação do tema central tratado pelo projeto. Dessa maneira, obtém-se um benefício mútuo, uma vez que o contato direto com esse público possibilita o descobrimento da magnitude das ações de cunho social realizadas.

Sendo assim, ter a oportunidade de participar de uma feira científica da magnitude da FEBRACE abriu diversas portas para o projeto, visto que incentivou os integrantes a continuarem acreditando na ideal dele – buscar por meio da economia de água de chuva um lugar melhor para viver – e deu visibilidade e audiência a pesquisa. Além de proporcionar à equipe a experiência de ser avaliado por profissionais altamente gabaritados, que corroboram com incentivos à produção científica de qualidade através de suas opiniões e sugestões. Desta forma, perante tamanha valorização dos projetos, aos que desejam participar da feira, determinação, compromisso, disciplina e, principalmente, dedicação na realização de um projeto científico elaborado com amor são dicas indispensáveis visando sempre o avanço da ciência.

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Dentre as maiores descobertas destaca-se a possibilidade de criação de um filtro capaz de melhorar consideravelmente a qualidade da água | Divulgação

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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