Reciclagem de plástico: projeto adota estratégias socioambientais para gerar renda

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O Brasil é 4º maior produtor de lixo plástico do mundo – cerca de 11.355.220 milhões de toneladas por ano – e um dos que menos faz reciclagem de plástico: apenas 1,2%, ou seja, 145.043 toneladas, de acordo com um estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

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Ainda de acordo com o levantamento, cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana, 2,4 milhões de toneladas são descartadas de forma irregular, 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários e 1 milhão de toneladas não é recolhida no país.

Reciclagem de plástico

Foi levando esses e outros dados relacionados em consideração, que uma estudante de Jarumã, no Pará, resolveu investir na reciclagem de plástico visando também o bem estar econômico dos moradores da região.

Como uma forma de compromisso social com a comunidade ribeirinha local, foi feito um trabalho de identificação dos principais problemas socioambientais locais e evidenciou-se a poluição plástica no rio.

A partir daí, a jovem estudante e seus orientadores passaram a buscar novas informações sobre o problema em questão acessando semanalmente o rio com caiaques para melhor entender a realidade socioambiental ribeirinha do rio Jarumã e poder estabelecer parceria e discutir alguma solução com a comunidade ribeirinha local.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Projeto visa diminuir a poluição e gerar renda para a comunidade | Divulgação

“Estratégias socioambientais para conservação do bioma”

*Por Bianca Catarine Ferreira Ribeiro
*Coordenado por Paulo Ferreira Rego e Josiel do Rego Vilhena

Qual o nome do projeto?
Estratégias socioambientais para conservação do bioma aquático amazônico: reaproveitamento da poluição plástica para confecção de artesanato como alternativa de renda para a comunidade ribeirinha do rio Jarumã.

De onde surgiu a ideia do projeto?
O Ifpa em Abaetetuba é um campus ribeirinho, fica as margens do rio Jarumã (afluente do rio Tocantins). Como uma forma de compromisso social com a comunidade ribeirinha local foi feito um trabalho de identificação dos principais problemas socioambientais locais e evidenciou-se a poluição plástica no rio. Passamos então a buscar entender melhor o problema em questão acessando semanalmente o rio com caiaques para melhor entender a realidade socioambiental ribeirinha do rio Jarumã e poder estabelecer parceria e discutir alguma solução com a comunidade ribeirinha local.

O estudo incluiu pesquisa de campo no rio | Divulgação

Quais foram os maiores desafios?
Até o momento o maior desafio foi a pandemia de Covid 19 que tem dificultado o trabalho de campo no rio Jarumã.

Quais foram as maiores descobertas?
Sem dúvida a maior descoberta foi conhecer de perto o rio Jarumã, sua beleza e riqueza social e biológica através do acesso com os caiaques. Estudar por fotos ou de longe não se compara a ter o privilégio de remar em um rio amazônico como fazem os ribeirinhos da região por séculos.

Como foi participar da FEBRACE?
Incrível! Poder trocar informações com alunos e professores de outras regiões é o ponto destacadamente mais positivo.

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Protótipo de artesanato com materiais reaproveitados tirados do rio | Divulgação

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Estejam dispostos a apender, nossas pesquisas e interpretações precisam ser dialogadas e reformuladas permanentemente em um aprendizado contínuo.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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