Aula de química na prática pode tornar o aprendizado mais fácil e prazeroso

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Prender a atenção de estudantes por muito tempo pode ser uma tarefa um tanto quanto desafiadora. Levando isso em consideração, um grupo de jovens decidiu desenvolver um projeto que promove aulas de química na prática.

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Aulas de química na prática

Para garantir que as aulas de química na prática fossem executadas com sucesso, o grupo construiu um destilador por arraste a vapor com materiais alternativos e de baixo custo para extração de essências de espécies vegetais como o açaí.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Ideia do grupo é tornar o ensino de química mais prazeroso e fácil de ser compreendido com aulas práticas | Divulgação

“A importância da experimentação no ensino de química”

*Por José Vítor Nunes da Costa, Nelice da Silva Ramos e Sérgio Lucas Barbosa Carvalho
*Coordenado por Elzilene Aquino de Araújo e Bernardo Jeová Costa Ribeiro

Este relato de experiência é resultado das experiências vivenciadas por estudantes do ensino médio num projeto científico e por consequência a participação na Feira Brasileira de Engenharia e Ciências (FEBRACE) divulgando os resultados obtidos na aplicação do mesmo.

O projeto surgiu da ideia de mostrar que por meio da experimentação a compreensão dos conteúdos da matriz curricular da disciplina de química se torna mais fácil e prazerosa. Dentro deste contexto, os alunos tinham dificuldades em compreender o conteúdo da referida disciplina por meio das aulas tradicionais. Então com ajuda do Programa Ciência na Escola e com o fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), os estudantes junto com os professores elaboraram o projeto. Percebendo o quanto essa oportunidade pode agregar no conhecimento, além disso, incentivar a buscar novas formas de melhorar o ensino.

Como etapa de desenvolvimento do projeto científico, foi construído um destilador por arraste a vapor com materiais alternativos e de baixo custo para extração de essências de espécies vegetais como o açaí (Euterpe oleracea Mart.), a erva cidreira (Melissa officinalis), o limão (Citrus limonum) e o puruí (Alibertia edulis).

A obtenção das substâncias aromáticas serviu para a fabricação de perfumes, sabonetes e sabão. Sendo o sabão produzido com óleo de cozinha, como forma de reaproveitar um material que ao ser descartado de maneira irregular pode acarretar danos ao meio ambiente. Nessa perspectiva, os estudantes relatam que a participação no projeto foi uma ótima oportunidade de adentrar no mundo da iniciação científica.

Porém, durante a execução houve vários obstáculos e desafios que os mesmos teriam de buscar uma possível alternativa para solucionar.

Um dos maiores desafios, sem dúvidas, foi a falta de equipamento para utilizar nas práticas experimentais durante o projeto, o que ocasionou na busca por alternativas para a construção de seus próprios equipamentos utilizando materiais alternativos e de baixo custo. Relatado pelos alunos abaixo:

“Essa experiencia nos mostrou como é difícil fazer pesquisas e questionamentos sobre como vivemos e fazemos as coisas, mostrando que sempre quando temos tudo preparado sempre dá algo errado e temos que ter um plano B para substituir um objeto ou reformular parte do trabalho”.

Devido à mudanças na metodologia no decorrer do projeto, foi construído o destilador arraste a vapor, o qual foi utilizado para substituir equipamentos mais complexos que não existiam na escola.

Em relação a esse, um dos principais desafios foi aplicá-lo, em razão da situação atual da pandemia do novo corona vírus, o isolamento e distanciamento social era essencial. Dessa forma, no primeiro momento somente os bolsistas participaram da construção do equipamento, e no segundo momento outros estudantes foram inseridos as atividades propostas, levando sempre em consideração as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), como o uso de máscara e álcool em gel, bem como a restrição quanto a aglomeração de pessoas.

Quanto ao FEBRACE, fazer diário de bordo, escrever artigos complexos, era algo totalmente novo para os discentes, e isso foi desafiador até conseguir conciliar a rotina a todas as etapas para a realização do projeto. Contudo, formamos uma equipe bem unida, onde prevaleceu a cooperação e trabalho árduo.

Como foi participar da FEBRACE?
A participado na Feira de Ciências tão importante como a da FEBRACE foi, sem dúvida, uma das melhores experiências que poderiam ter como estudantes do ensino médio principalmente vivendo no município do interior do Amazonas como Codajás, onde não temos muitas oportunidades. Contudo, o conhecimento e aprendizagens que adquirido é com certeza a melhor parte de tudo que vivemos nesse período de realização do projeto até os dias de apresentações na feira. A oportunidade de desenvolvermos nosso projeto e ficarmos entre os finalistas foi de grande emoção, já que nunca havíamos participado de nenhuma feira científica a nível nacional. Também foi válido poder mostrar um pouco da nossa cultura utilizando algumas plantas regionais.

Quais dicas daria pra quem quer participar de uma feira de ciências?
Tudo na vida é questão de esforço, e por isso é preciso construir conhecimento e aprendizagem, não basta dizer que quer algo e não agir para que aconteça, até porque não é outra pessoa que vai fazer isso por você, e essa lógica não se aplica somente a querer participar de uma feira de ciências, mas também serve para a sua vida.

Fique preparado para qualquer situação ou dificuldade que possa enfrentar ao longo de seu projeto, procurando sempre formas alternativas e fazendo anotações de tudo que acontece no decorrer das atividades.

No Brasil existem muitos alunos interessados em participar da FEBRACE, e um dos maiores segredos que podemos revelar a quem quer entrar nessa feira é: Dar o melhor de si, em literalmente tudo o que você for fazer, não importa se é algo simples ou complexo, faça-o da melhor forma possível.

Além disso, o mais importante de tudo é levar em consideração se o seu esforço está lhe proporcionando conhecimento ou não, já que decorar não é aprender, e se você apenas decorar, seu esforço não estar valendo a pena.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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