Zoodex: estudantes desenvolvem Pokémon GO da vida real

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Já passou pela sua cabeça que, muitas vezes, temos mais contato com animais de forma virtual – por meio de filmes e aplicativos – do que na biodiversidade? E foi justamente essa percepção que fez um grupo de estudantes no Rio Grande Sul desenvolver a Zoodex – aplicativo que funciona como um, digamos, Pokémon GO da vida real.

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Pokémon GO da vida real

A Zoodex foi inspirada na Pokédex, que é uma enciclopédia de pokémons, onde podem ser acessadas diversas características de cada pokémon, como hábitat, agressividade, tipo de alimentação etc.

Durante o desenvolvimento da Zoodex, os estudantes conseguiram pôr em prática os conhecimentos adquiridos no Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, aliados a uma pesquisa biológica sobre a biodiversidade da região, inicialmente focando no grupo das aves, de modo que o aplicativo possa ser usado em escolas ou pela comunidade em geral. Fala se isso não é o máximo?

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

“Zoodex: uma aventura pedagógica pela zoologia”

*Por Maysa da Silva Rosa, Rafael Guasselli Lopes da Silva e Yuri Fernandes Gomes
*Coordenado por Lisiane Zanella e Cláudius Jardel Soares

De onde surgiu a ideia do projeto?
Durante nossa trajetória no ensino médio, percebemos o quão era fácil, para nós estudantes, memorizar nomes, características e comportamentos de seres fictícios – os pokémons – do jogo Pokémon GO da Nintendo, em contraste com os seres reais. Ponderando sobre isso, chegamos à conclusão de que nós, que crescemos assistindo essas animações e jogando esses jogos, estivemos em um contato muito maior com o universo fictício do que com o real, o que nos levou a nos familiarizarmos mais com os pokémons do que a biodiversidade à nossa volta.

Para contornar esse paradigma, pensamos em como poderíamos proporcionar, para as crianças e adolescentes, uma convivência maior e segura com a biodiversidade, de modo a imitar o efeito e apelo que os jogos e as animações causam. Para isso, tivemos a ideia de desenvolver um aplicativo semelhante à mecânica do jogo Pokémon GO. Desse modo, surgiu a Zoodex, inspirada na Pokédex, que é uma enciclopédia de pokémons, onde podem ser acessadas diversas características de cada pokémon, como hábitat, agressividade, tipo de alimentação etc. No desenvolvimento da Zoodex, pudemos pôr em prática os conhecimentos adquiridos durante o Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio que estamos cursando, aliados a uma pesquisa biológica sobre a biodiversidade da região, inicialmente focando no grupo das aves, de modo que o aplicativo possa ser usado em escolas ou pela comunidade em geral.

Quais foram os maiores desafios?
Os maiores desafios foram as limitações dos nossos equipamentos pessoais, pois com a pandemia, não pudemos utilizar os laboratórios a instituição em que estudamos – o Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus Osório – que conta com computadores mais potentes, que rodam com mais facilidade os softwares que utilizamos do que os computadores que temos em casa. Além disso, as conexões com a internet muitas vezes prejudicaram nossa comunicação, especialmente nas reuniões online, assim como a falta de encontros presenciais, que seriam muito importantes para esclarecer melhor as ideias.

Quais foram as maiores descobertas?
As principais descobertas foram com relação às espécies de aves da região do Litoral Norte gaúcho. Nós acabamos conhecendo inúmeras espécies que não sabíamos que existiam por aqui, e com isso nós adquirimos mais conhecimento sobre a biodiversidade da região.

Também descobrimos novos softwares, além dos que já haviam utilizados em sala de aula, e pudemos ampliar nossos conhecimentos sobre programação e design de aplicativos.

Por fim, algumas descobertas pessoais também aconteceram ao longo do projeto. A Maysa descobriu que quer seguir a área de Ciências Biológicas, já o Yuri pretende utilizar os conhecimentos obtidos sobre design na área de Mecatrônica, e o Rafael quer seguir a área de Ciências da Computação, dando continuidade ao Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio.

Como foi participar da FEBRACE?
A nossa participação na FEBRACE foi uma experiência incrível, diferente das outras feiras que participamos. Foi nossa primeira vez apresentando em uma feira tão grande, com projetos tão bacanas e aplicáveis. Tivemos uma interação muito legal com estudantes de diferentes regiões do Brasil, recebemos feedbacks muito importante para enriquecer nosso projeto. Enfim, mesmo sendo virtual, participar da FEBRACE foi uma experiência muito enriquecedora.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
A primeira dica é pensar em um projeto que possa resolver algum problema da sua cidade ou região. Ter uma boa organização, responsabilidades e comprometimento ao desenvolver o seu projeto é uma das requisições necessárias para concorrer a uma vaga em feiras de Ciências. Após ter seu projeto aceito em uma feira, é muito importante se preparar muito para a apresentação e para os questionamentos da banca avaliadora. Essas dicas irão garantir uma boa participação e um bom resultado no desenvolvimento do projeto.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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