Oncologistas esbarram em “paradoxo do câncer” durante pesquisa

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Já faz um bom tempo desde que a comunidade científica constatou que o câncer de próstata se espalha e se agrava com o aumento da produção de testosterona. Não é para menos. A próstata é o que podemos chamar de “casa da testosterona”, o que faz com que o tratamento do câncer nessa região seja guiado por formas de redução do hormônio masculino. Munidos desse conhecimento há muitas décadas, é sabido que uma das formas mais populares de contenção das células afetadas é a castração química.

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prostate

Contudo, ao analisarem células cancerosas e tumores em animais, um grupo de cientistas esbarrou num paradoxo. Tumores que se multiplicam na ausência da testosterona normalmente morrem quando expostas a níveis mais altos do hormônio. As análises mostraram que a testosterona provoca fragmentação no DNA das células doentes, impedindo sua proliferação.

Essa descoberta coloca a comunidade científica diante de uma alternativa consideravelmente drástica no tratamento do câncer de próstata. Ao realizarem a castração química, algumas células doentes são eliminadas, mas outras mais resistentes permitem que o câncer se espalhe para outras partes do corpo. Essas células mais resistentes, conforme apontado, prosperam em ambiente com pouca testosterona.

Assim sendo, o paradoxo está justamente no que pode ser o passo final para o tratamento completo da doença – aumentar os níveis de testosterona para destruir as células mais resistentes, enfraquecendo as demais e coibindo o espalhamento do câncer.

Vale lembrar que descobertas boas como esta não excluem homem nenhum da necessidade de fazer o exame do toque ali por volta dos 40 anos.

Fonte: Science Magazine

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