Projeto produz microplásticos biodegradáveis para setor de cosméticos

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O setor de cosméticos é um dos maiores do Brasil. Segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Brasil é o quarto país no ranking de maiores consumidores de produtos de beleza e higiene do mundo. Mas, com tanto consumo, é necessário pensar em como esses resíduos estão sendo despejados. Levando isso em consideração, um grupo de estudantes brasileiros desenvolveu os chamados “microplásticos biodegradáveis“.

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Para ter dimensão em números, de acordo com dados divulgados no Fórum Econômico Mundial de Davos, estima-se que todos os anos são produzidos 78 milhões de toneladas de resíduos só no Brasil.

Microplásticos biodegradáveis

Os microplásticos são encontrados em muitos cosméticos do nosso cotidiano, como esfoliantes, produtos de perfumaria, gel de barbear e pasta de dente. Buscando alternativas sustentáveis para esse fim, os estudantes João Pedro Araújo Miranda, Isabela Cristina Bitencourt Belo, Bruna Neves Penido de Andrade e Priscila Costa Drumond produziram microplásticos biodegradáveis como alternativa à demanda do material na produção de cosméticos.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

Microplásticos-biodegradáveis
Grupo desenvolveu mcroplásticos biodegradáveis pensando no setor de cosméticos | Divulgação

“Microplástico na indústria dos cosméticos”

*Por Isabela Cristina Bitencourt Belo, Bruna Neves Penido de Andrade, Priscila Costa Drumond e João Pedro Araújo Miranda
*Coordenado por Taiza de Pinho Barroso Lucas e Glenda Aparecida de Carvalho

De onde surgiu a ideia do projeto?
Este projeto aborda uma atual preocupação ambiental acerca dos efeitos do microplástico (micropartículas de plástico que são grandes poluentes do ambiente aquático, terrestre e atmosférico) no meio ambiente e na saúde humana, buscando alternativas sustentáveis para substituí-lo. Os microplásticos são encontrados em muitos cosméticos que usamos no cotidiano, como esfoliantes, produtos de perfumaria, gel de barbear e pasta de dente. A proposta deste trabalho foi produzir microplásticos biodegradáveis como alternativa à demanda do material na produção de cosméticos, além de palestras educacionais e divulgação de conteúdo científico em redes sociais, por meio do Instagram (@eco_plastico).

A ideia de desenvolvê-lo surgiu a partir da problemática ambiental acerca da utilização dos cosméticos, já que esses possuem grande quantidade de microplástico em sua formulação. Neste contexto, utilizando as noções e inquietações geradas pelo curso técnico de Controle Ambiental, oferecido pelo CEFET-MG, que aborda a redução de impactos ambientais e é cursado pelos participantes, fez-se o projeto buscando trazer uma mentalidade sustentável para a população, enquanto usuárias de cosméticos.

Quais foram os maiores desafios?
Os maiores desafios envolveram a falta de literatura a respeito do assunto, ou a existência apenas no contexto internacional, além das dificuldades proporcionadas pela pandemia da Covid-19. A interrupção de acesso ao ambiente escolar limitou a realização do projeto, devido às dificuldades de realização de testes que dependiam de ferramentas disponíveis nos laboratórios da instituição, além de dificuldades geradas pelas reuniões remotas e mobilização de pessoas. Apesar das dificuldades, foi possível romper as barreiras e adequar a pesquisa científica ao contexto remoto, produzindo material científico brasileiro e contribuindo com a produção científica nacional sobre a produção de microplástico e plásticos biodegradáveis.

Microplásticos-biodegradáveis
A proposta do trabalho foi produzir microplásticos biodegradáveis como alternativa à demanda do material na produção de cosméticos, além de palestras educacionais e divulgação de conteúdo científico em redes sociais | Divulgação

Quais foram as maiores descobertas?
A maior descoberta, ao longo da realização deste projeto, foi a gama de possibilidades de produção de materiais biodegradáveis. Os bioplásticos são adaptáveis a diversos contextos, visto que são versáteis, além de possuírem grande viabilidade para a produção em larga escala, o que favorece sua implementação no mercado para consumo e diminuição significativa dos impactos ambientais gerados pelos microplásticos na biosfera.

Como foi participar da FEBRACE?
A participação na FEBRACE foi uma experiência única, que possibilitou grande conhecimento através das sugestões e comentários dos avaliadores. Além de ser uma experiência extremamente nova, já que foi possível ver projetos incríveis espalhados por todo o Brasil e apresentar nosso trabalho para outros estudantes. É uma feira de ciência fenomenal que indicamos para todos que tem a possibilidade de participar!

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Apesar das dificuldades, persista no seu trabalho e confie no processo, estude os conceitos, os melhores procedimentos para a realização do seu trabalho e foque no seu nicho de pesquisa. Se prepare para as apresentações e para as possíveis perguntas dos avaliadores, revise o conteúdo da exposição e trabalhe com calma, descanse bastante para ajudar na produtividade e confie no que você estudou!

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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