Grupo desenvolve material didático em 3D visando melhorar a compreensão de conteúdo de citologia

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O ensino está sempre em constante mudança. Renovar é um ponto fundamental para desenvolver cada vez mais e melhor o conteúdo. Levando isso em consideração, um grupo de estudantes decidiu desenvolver um material didático em 3D visando melhorar a compreensão de conteúdo de citologia.

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Material didático em 3D

A ideia de desenvolver o material didático em 3D surgiu durante uma matéria interdisciplinar de projeto integrador, onde o grupo tinha como proposta idealizar um projeto que integrasse eletrônica, podendo também integrar outras áreas do conhecimento.

A partir daí, o grupo pensou em unir algo que fosse de interesse comum, no caso, a matéria de biologia e mais especificamente de citologia, onde os jovens observaram uma certa dificuldade entre os alunos na compreensão do conteúdo, principalmente por se tratar de conceitos microscópicos e totalmente visuais.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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O projeto foi desenvolvido visando um melhor aprendizado na aulas de citologia | Divulgação

“Célula 3D com Tecnologia RFID”

*Por Camila S. Oliveira, Endriely P. Fernandes e Noah S. Moreno
*Coordenado por Edson Anício Duarte e João Alexandre Bortoloti

De onde surgiu a ideia do projeto?
A ideia do projeto surgiu com a matéria interdisciplinar de projeto integrador, onde teríamos como proposta desenvolver um projeto que integrasse eletrônica, podendo também integrar outras áreas do conhecimento. A partir disso, o grupo pensou em unir algo que fosse de interesse comum, decidindo a matéria de biologia. Mas por ser muito ampla, a equipe delimitou para o subtema de citologia, onde observou uma certa dificuldade entre os alunos na compreensão do conteúdo, principalmente por se tratar de conceitos microscópicos e totalmente visual.

Baseando-se nessa ideia, os integrantes desenvolveram um questionário online, para professores da área de biologia, a fim de comprovar a existência desta problemática. Embasando-se, nesta pesquisa, o projeto se tornou um kit didático em 3D, depois de avaliar os métodos comuns de ensino que ficam restritos apenas a livros, figuras, slides, vídeos e laboratórios de ciência, maneiras estas de compreensão do conteúdo que podem não ser inclusivas para todos os alunos.

Quais foram os maiores desafios?
No atual cenário da pandemia, foi necessário aderir ao trabalho remoto. Por conta disso não houve acesso ao espaço maker da escola, dificultando a impressão das organelas e a impressão da placa PCB. Já por outro lado, o grupo enfrentou dificuldades na criação dos desenhos das organelas em modelagem 3D e da programação do nosso projeto, matérias ainda não estudadas no curso de eletrônica. Mas sendo um obstáculo ultrapassado por meio da organização e estudos feitos com a ajuda do orientador e coorientador.

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Os objetos em 3D buscam ser um passo a mais dos convencionais slides | Divulgação

Quais foram as maiores descobertas?
Cada integrante do grupo teve sua própria experiência com o projeto e suas próprias descobertas, um consenso entre os integrantes era a facilidade com a matéria de biologia, mas havia alguns pontos de dificuldade para o grupo e eles também foram as maiores descobertas para os alunos. Entre elas podem ser citadas a programação, a montagem do circuito e a modelagem 3D.

Nosso programa usou do software Arduino, que seria trabalhado apenas no 4° ano do curso de eletrônica. Para contornar o obstáculo foi necessário assistir cursos sobre programação em linguagem C, além disso o orientador se mostrou muito presente, auxiliando em todos os passos até termos a experiência necessária para trabalhar com o Arduino.

Já a montagem do circuito foi feita por meio de um PCB, também conhecido como circuito impresso. Apesar da participação anterior do grupo em projetos, a impressão do circuito era uma novidade, de modo que descobrir cada passo de sua montagem foi um momento único de aprendizado.

Por último há a modelagem 3D, um assunto totalmente novo para os três alunos, e com a ajuda de alunos mais velhos e cursos do SolidWorks, foi possível desenvolver todas as organelas atuais, adaptando de projetos anteriores e criando algumas das modelagens do zero.

Como foi participar da FEBRACE?
Para começar, é interessante falar sobre a relação com projetos, que é totalmente nova. O time tinha uma outra visão sobre as feiras de ciência, como se ficasse restrita a fazer vulcões e coisas do tipo. Entretanto no Ensino Médio, foi possível entender realmente o que é ciência, a pesquisa e a sua importância. No começo houve certo receio por ser algo novo, mas hoje o grupo é grato pela oportunidade que o IF oferece, pelo orientador e pelos colegas de equipe.

Posteriormente, com a premiação, todos ficaram muito felizes e palavras não conseguem definir esses sentimentos e lágrimas. Foi uma experiência incrível, mesmo que não tenha sido presencial por conta da situação atual de pandemia.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Desde o início é muito importante ter dedicação e um objetivo em mente, o grupo ou o aluno precisa saber onde quer chegar com um projeto e descobrir as formas de trabalho adequadas para cada um. A força de vontade de cada um é essencial para um projeto chegar até feiras científicas como a FEBRACE.

Depois disso vem a organização, com a ajuda dos orientadores os participantes precisam trabalhar em equipe, separar funções, discutir o projeto, decidir as feiras que querem participar e dar continuidade. A partir dessas decisões é possível treinar para cada feira que vai participar, o treinamento da apresentação e de possíveis perguntas auxilia a equipe em relação ao nervosismo e deixar sua apresentação mais profissional.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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