Energia solar em embarcações: projeto visa combater o lixo na Baía de Guanabara

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Combater o excesso de lixo produzido pela sociedade devido ao desperdício e, de quebra, pensar em alternativas sustentáveis para fazer isso, é um caminho um tanto quanto inovador. E esse foi justamente o ponto de partida de um grupo de estudantes do Rio de Janeiro para recolher os dejetos da Baía de Guanabara utilizando a energia solar em embarcações.

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Energia solar em embarcações

A ideia do projeto surgiu durante uma aula de Biologia, onde os jovens conseguiram observar a quantidade de lixo que é despejada na Baía de Guanabara. Como isso, eles resolveram pensar em uma forma de recolher esse lixo, mas de maneira a não aumentar a poluição das águas da Baía.

Como a maioria dos barcos e dragas utilizam combustíveis fósseis para sua locomoção, além da problemática em utilizar um recurso finito, existe um alto risco de derramamento desses combustíveis na água, afetando todo o ecossistema.

Pensando nessas problemáticas, o grupo foi em busca de uma fonte de energia renovável que não prejudicasse nenhum ser vivo. A partir daí eles viram a vantagem de utilizar a energia solar em embarcações.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

Grupo foi finalista e premiado na FEBRACE | Divulgação
Grupo foi finalista e premiado na FEBRACE | Divulgação

“Ecodraga – Uma alternativa para o lixo flutuante”

*Por Carlos Eduardo Veras Keller, Daniel Caruso Melo Roquette Couto e Rafaela Pessanha de Freitas
*Coordenado por Aline Farias Moreira da Silva e Valeria Filgueiras Mendes França

A ideia do projeto surgiu durante uma aula de Biologia, onde vimos a quantidade de lixo que é despejada na Baía de Guanabara. Como isso nos incomodou bastante, resolvemos pensar numa forma de recolhimento desse lixo todo, mas de maneira a não aumentar a poluição das águas da Baía. As águas da Baía de Guanabara sofrem demais com esses detritos jogados em toda a sua extensão, o que piorou com a pandemia, pois notamos também uma enorme quantidade de máscaras que passaram a ser despejadas nas suas águas. Como a maioria dos barcos e dragas utilizam combustíveis fósseis para sua locomoção, além da problemática em utilizar um recurso finito, existe alto risco de derramamento desses combustíveis na água, afetando todo o ecossistema. Então, pensando nisso, fomos em busca de uma fonte de energia renovável e que não prejudica nenhum ser vivo. Vimos vantagem em utilizar painéis solares, que apesar de envolver uma fonte de energia “cara” compensa na não poluição do meio ambiente.

Após surgir a ideia, vieram vários questionamentos envolvendo a contabilização exata de alguns números como, por exemplo, o custo total da embarcação que pensamos que poderia ser desenvolvida, a velocidade em que ela percorreria a Baía de Guanabara, a quantidade de resíduos coletados, quantas dragas seriam necessárias para coletar o lixo, em quais locais a embarcação poderia circular e quantas placas de energia fotovoltaica seriam necessárias para suprir a demanda de energia da embarcação. Isso tudo foi um desafio, em parte também pela complexidade de cálculos em nível de graduação e pelo curto prazo de tempo para buscar algumas informações. Porém, nos aprofundamos bastante na pesquisa e a partir disso, surgiram inúmeras descobertas. Além da descoberta da vantagem da utilização da energia solar para mover a embarcação e das respostas que foram surgindo para os desafios mencionados acima, descobrimos a quantidade chocante de resíduos flutuantes na Baía de Guanabara, e esse índice ainda aumenta quando nos aproximamos dos rios que desembocam na Baía.

Participar da FEBRACE foi uma grande conquista para nós, pois é uma feira de grande nível e nossa escola teve uma participação inédita muito expressiva para todos nós. Quando recebemos a notícia de que nos tornamos finalistas e fomos premiados, ficamos felizes demais, só depois a ficha caiu, e pensamos: olha aonde chegamos. Uma dica que damos para aqueles que desejarem participar da FEBRACE e outras feiras de ciências seria dedicação total à feira, pesquisando a fundo sobre a sua ideia e dando tudo de si. Ter confiança no seu projeto é essencial e também é importante reconhecer que está tudo bem não ser um projeto perfeito, ouvindo as sugestões dos avaliadores, pois é assim que a ciência evolui.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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