Empoderamento feminino: como professoras servem de inspiração para jovens

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Representatividade é uma palavra de muito peso e repleta de simbologia. Isso porque, levando em consideração o que consta no dicionário da língua portuguesa, esse termo é um substantivo de qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome. No entanto, ainda hoje, em algumas áreas, existe uma falta de representatividade. E é aí que entra o empoderamento feminino.

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Empoderamento feminino

Provavelmente você já deve ter ouvido falar em empoderamento feminino. Basicamente, a ideia é que quando uma mulher se empodera, ela abre caminho para que outras façam a mesma coisa.

Em salas de aula mundo a fora, inúmeras meninas se sentem inseguras por estarem em áreas ditas como “masculinas”. O medo, em alguns casos, pode levar muitas jovens a abandonarem os próprios sonhos.

No entanto, a presença de uma mulher pode mudar completamente esse cenário. Levando isso em consideração, uma jovem resolveu desenvolver um projeto para saber se professoras destas áreas caracterizadas como masculinas são capazes de acabar com a insegurança das alunas, para que nenhuma delas desista do que ama fazer por conta do preconceito.

Quer conferir mais sobre o projeto sobre empoderamento feminino? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Projeto busca reunir experiências de jovens e saber como o empoderamento feminino pode ajudar na falta de representatividade | Divulgação

“Da inspiração para a profissão”

*Por Letícia de Jorge Fagundes
*Coordenado por Danniella Rosa e Elisete Lopes

De onde surgiu a ideia do projeto?
Existe um estereótipo que determina que áreas do conhecimento pertencem ou são melhor executadas por um determinado gênero. Como uma mulher estudante do curso técnico de mecânica, em uma sala de aula com a grande maioria dos alunos sendo homens e não tendo conhecimento de mulheres que trabalham na área, a insegurança quanto à minha capacidade de futuramente exercer a profissão se tornou presente. Entretanto, felizmente, antes que pudesse desistir do que amo, encontrei professoras técnicas, sendo estas profissionais bem sucedidas da área de mecânica. Neste momento, percebi que se elas conseguiram eu também tinha uma chance. Deste modo, surge a ideia do projeto: compreender se este empoderamento é um padrão. Se professoras destas áreas caracterizadas como masculinas são capazes de acabar com a insegurança das alunas, para que nenhuma delas desista do que ama fazer por conta do preconceito.

Quais foram os maiores desafios?
A necessidade do distanciamento social por conta da pandemia do Covid-19 não permitiu que a reunião entre professoras e alunas acontecesse presencialmente, sendo estas substituídas por reuniões virtuais. Sendo o contato com alunas, para que mais participassem, o maior desafio enfrentado.

Quais foram as maiores descobertas?
A conclusão ao final da pesquisa comprovou a tese inicial. Após as reuniões, as alunas mostraram que se sentem mais confiantes para continuar na profissão. Também ressalta-se que elas sentem-se mais confiantes dentro de sala, pois consideram que as professoras podem ajudá-las a enfrentar preconceitos no ambiente escolar – visto que passaram por situações semelhantes.

Como foi participar da FEBRACE?
Através do FEBRACE eu pude conhecer como se faz ciência e todo o crescimento que ela envolve. Com certeza um dos maiores aprendizados da minha vida. Percebi, através do FEBRACE que não consigo viver sem produzir ciência, pretendo continuar minha jornada como cientista.

Realizar uma pesquisa em um ano atípico como 2020 teve seus desafios, mas receber um feedback positivo dos avaliadores, chegando a ser premiado, e também sugestões para continuar a pesquisa, fez tudo valer a pena. Além de, claro, poder apreciar tantas outras ciências sendo desenvolvidas no Brasil, traz um sentimento de orgulho de ser um desses jovens dando valor para o conhecimento científico do país.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Acima de tudo: ame seu projeto. Entenda a importância dele e se orgulhe. Capte todo o conhecimento que participar de uma feira como o FEBRACE traz. Há momentos difíceis, produzir um artigo exige muita atenção e paciência, mas todo o aprendizado, como pessoa e cientista, vale muito a pena. Não desista nos momentos difíceis, aproveite seu crescimento e boa sorte.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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