Ecólogos redescobrem a complexidade da cadeia alimentar

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Muitos de nós que dormimos ou jogamos videogame durante as aulas de ciências costumamos confundir um termo com outro. Quando falamos de cadeia alimentar, pensamos exclusivamente em quem corre atrás de quem. E é um bom conhecimento para se ter como base, pois a partir disso descobrimos que a relação predador-presa é mais profunda e complexa do que se pode imaginar, afetando todo o ecossistema à sua volta.

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Por exemplo: lá nos EUA descobriram que os ursos pretos ajudavam a vegetação das colinas por comerem muitas formigas. E a primeira coisa que pensamos é “lógico, as formigas comem as plantas e os ursos comem as formigas, então menos formigas significa plantas mais fortes”.

E não é uma forma incorreta de se pensar, exceto que um grupo de ecologistas descobriu que existem “entrelinhas” nessa treta. As formigas, no fim das contas, não agem diretamente sobre as plantas. Na verdade, a presença das formigas intimida insetos predadores. Com isso, insetos comedores de plantas tem caminho livre para devastarem folhagens em pouco tempo. Quando os gigantescos ursos destroem os ninhos das formigas, os insetos predadores – como a joaninha – podem voltar a comer os insetos herbívoros, garantindo o crescimento das plantas.

Essa conclusão “explica” melhor o fenômeno do Parque Yellowstone, também nos EUA. Há 20 anos a reserva natural teve introduzida uma população de lobos. A ideia era usar o princípio da cadeia alimentar: lobos intimidam a população herbívora de alces e com isso revitaliza-se a vegetação do parque. Com o passar dos anos, descobriram que os alces estão pouco se lixando para a presença dos lobos. Mesmo assim, a vegetação foi renovada. Com o exemplo das formigas e ursos, fica aí o mistério para os ecologistas: qual é a entrelinha entre os lobos, os alces e a vegetação do Yellowstone?

Fonte: Science Magazine

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