Pesquisa elucida irritabilidade e depressão na pandemia

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A covid-19 desencadeou uma série de problemas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 264 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, e um a cada 13 indivíduos manifesta sintomas de ansiedade. Com o isolamento social, o que pode ser notado é que a irritabilidade e a depressão na pandemia foram intensificadas.

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Depressão na pandemia

Levando isso em consideração, uma aluna resolveu desenvolver uma pesquisa que abordasse a irritabilidade e a depressão na pandemia. O projeto teve início em uma atividade de sociologia e a, princípio, foi idealizado pela autora para saber como a sua família estava lidando com o isolamento social.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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O projeto surgiu a partir de uma aula de sociologia | Divulgação

“Mudança de rotina em brasileiros durante o isolamento social”

*Por Luria Daher Baptista
*Coordenado por Aldo Mendes Filho

Esse projeto teve início a partir de uma atividade de sociologia em que, nós alunos, poderíamos escolher entre fazer um plano de pesquisa ou relatar nossa rotina durante o isolamento social pelo coronavírus através de um diário. Escolhi fazer um projeto de pesquisa, pois queria saber como a minha família estava lidando com o isolamento social. Enviei o trabalho para o professor Aldo e após uns dias ele me mandou mensagem me convidando para a iniciação científica, visando aumentar o número de participantes e aprofundar a temática abordada.

Meu problema de pesquisa foi baseado em algumas queixas que envolviam emoções em geral e mudança de rotina de pessoas do meu convívio. Inicialmente eu não sabia nada sobre a iniciação científica, nunca tinha nem ouvido falar! Fui estudando e conforme orientações fui ganhando jeito. Meu maior desafio na pesquisa foi no tipo de análise, pois tive que estudar estatística, tipos de testes estatísticos, além de aprender a mexer em um programa estatístico (SPSS- Statistical Package for the Social Sciences- versão 22), utilizei a análise descritiva e inferencial.

O meu projeto de vida está direcionado para as relações humanas, tenho me interessado pela psicologia e este projeto foi a minha maior descoberta pessoal, já que pude conciliar meu projeto de vida com as pesquisas científicas. Já as maiores descobertas do projeto foram que as mulheres apresentaram estatisticamente mais sintomas depressivos e índice de humor (irritabilidade, medo, preocupação, impaciência, procrastinação), outro dado interessante encontrado é que quanto maior a idade e maior a renda individual maiores os comportamentos de prevenção e permanência de rotina, os solteiros apresentaram menor comportamento de prevenção quando comparados aos casados e viúvos.

Participar da FEBRACE foi uma experiência muito enriquecedora, a que mais me desafiou, uma vez que os avaliadores e avaliadoras foram bem questionadores e coerentes em relação as colocações e argumentos. Por conta da avaliação da banca da FEBRACE, o trabalho que vou desenvolver com apoio da premiação da bolsa da CNPq vai passar a ser longitudinal (os mesmos participantes no início da pesquisa passam por novo questionário para avaliar possíveis mudanças de comportamento), isso mostra o quanto a posição da banca é relevante para o nosso crescimento como cientista mirim. Agradeço os avaliadores pelas dicas… aproveitei ao máximo.

Algumas dicas que eu acho que são bem importantes para quem vai participar de feiras de iniciação científica são: sempre observar os objetivos da feira; ir preparado para a arguição; lembrar que você é a pessoa que mais sabe sobre o projeto, pois você que o fez; lembrar que nem sempre vai conseguir responder tudo, e tudo bem! O objetivo é irmos aperfeiçoando nossas dificuldades. Aceitar os desafios.

Uma das intervenções que realizei durante o meu projeto: doação de 150 máscaras, sendo que duas levas foram disponibilizadas na entrada da minha escola nos dias de entrega de matérias e o restante foi doado em mesas colaborativas na Unicamp.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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