Estudantes desenvolvem projeto que visa intensificar os cuidados com o meio ambiente

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Os cuidados com o meio ambiente, cada vez mais, devem ser intensificados em busca de alcançar o mesmo objetivo: a manutenção e preservação do planeta. Foi levando isso em consideração que um grupo de estudantes desenvolveu um projeto que visa o reaproveitamento dos resíduos de conchas de ostras.

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Cuidados com o meio ambiente

A ideia do projeto que busca alcançar mais cuidados com o meio ambiente surgiu por meio da observação de um problema no distrito de Santo Antônio de Lisboa: o descarte inadequado de conchas de ostras produzidas e comercializadas na região.

A situação, se continuar, pode levar a problemas ambientais como o assoreamento da baía, a poluição e o mau cheiro.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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A ideia do trabalho surgiu a partir de uma percepção do grupo | Divulgação

“Reaproveitamento dos Resíduos de Conchas de Ostras”

*Por Mariana dos Santos Dick e Sara Hernampérez Walter
*Coordenado por Claudia Lira e Berenice da Silva Junkes

Se você é ou já foi um aluno ou um educador, provavelmente já ouviu a famosa frase do líder Nelson Mandela, que diz que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. São em eventos científicos como a FEBRACE que isso pode ser vivenciado em primeira mão. Do ensino médio ao ensino superior, alunos de todo o Brasil trabalham na resolução de problemas através da pesquisa e do método científico, contribuindo para a universalização do conhecimento científico e para o desenvolvimento pessoal e da comunidade a que pertencem.

Somos Mariana dos Santos Dick e Sara Hernampérez Walter, estudantes e finalistas da FEBRACE 2021 com o projeto “Reaproveitamento dos Resíduos de Conchas de Ostras Provenientes de Restaurantes e Áreas de Cultivo de Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa”, que foi realizado no Instituto Federal de Santa Catarina com a orientação das queridas professoras doutoras Claudia Lira e Berenice da Silva Junkes. Recebemos, ao participar da feira, o prêmio de Mérito Acadêmico de Ciências Moleculares da USP e estamos aqui para relatar a nossa experiência com a iniciação científica.

Primeiramente, sabemos que um dos grandes desafios da pesquisa é saber por onde começar. A ideia do nosso projeto surgiu através da observação de um problema no distrito de Santo Antônio de Lisboa: o descarte inadequado de conchas de ostras produzidas e comercializadas na região, podendo levar a problemas ambientais como: o assoreamento da baía, a poluição e o mau cheiro. A profª orientadora Claudia Lira é moradora da região e membro ativo da comunidade do bairro de Sambaqui, possui formação nas áreas de engenharia química e de materiais, e viu a possibilidade de reaproveitamento desse resíduo, iniciando nossa jornada.

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Estudantes queriam combater o desperdício | Divulgação

Durante a realização do projeto, enfrentamos certa dificuldade em encontrar referências, por se tratar de um problema regional e bastante específico. Além disso, mesmo com um laboratório altamente equipado, algumas metodologias encontradas estavam fora do nosso alcance. Porém, isso foi de grande importância para que o nosso projeto se tornasse menos complexo e, dessa maneira, mais acessível para a comunidade. Acreditamos que a metodologia final exposta no nosso artigo é de fácil replicação, o que foi um grande objetivo desse projeto.

Foram muitas descobertas, através de erros e acertos, produzimos um corretivo de acidez do solo, produto altamente utilizado na agricultura, reaproveitando o resíduo de maneira simples e rentável. Também realizamos análises com amostras tratadas e não tratadas termicamente, e pudemos dispensar o processamento térmico da nossa metodologia. Essa descoberta nos trouxe bastante alegria, pois significa uma redução significativa no custo. Além disso, nos desenvolvemos como alunas e como pesquisadoras, aprimorando habilidades que certamente irão agregar no nosso futuro como técnicas em química.

Participar da FEBRACE foi uma experiência incrível pois tivemos a oportunidade de trazer visibilidade para a nossa pesquisa e receber orientações de professores e pesquisadores de áreas relacionadas, o que foi bastante enriquecedor para o projeto. Além disso, pudemos conhecer projetos de diversos Estados, como essa especificidades e regionalidades. Foi interessante descobrir novas maneiras de pensar a ciência e ver o conhecimento que é produzido e impulsionado através do Brasil. Somos um país rico, com lugares e problemas singulares, e precisamos de mais encontros e trocas como esta.

Dessa maneira, a dica que deixamos para aqueles que se interessam em participar em feiras de ciências como a FEBRACE é que sejam curiosos, busquem saber sobre o lugar onde vivem, sua história, seus problemas, as coisas boas que não são aproveitadas. Além disso, recomendamos que durante a execução do projeto tudo seja anotado, desde as pequenas decisões. Isso impedirá que os mesmos erros sejam repetidos, impulsionando o crescimento do projeto. Por último, tirem muitas fotos! Estas são memórias que os acompanharão para sempre.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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