Vestígios das civilizações no YouTube? Conheça Arqueologia pelo Mundo

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Para a arqueóloga Márcia Jamille, a chegada ao Youtube foi quase natural. Afinal, antes disso, ela já escrevia sobre arqueologia e o Antigo Egito em seu blog, mas nunca tinha aparecido na frente das câmeras.

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arqueologia pelo mundo

Após voltar de um encontro com os amigos, Márcia viu sobre a mesa revistas de história com matérias sobre o Antigo Egito, que foram compradas na mesma semana. “Bom, por algum motivo achei que era uma boa ideia eu me gravar falando sobre elas. A câmera que usei era aquela tipo portátil, sabe? E o som era pavoroso, porém estranhamente ele deu certo, teve um bom número de visualizações, em parte porque eu já tinha o público do blog”, conta ela.

E essa “brincadeira” realmente deu certo: hoje, o canal “Arqueologia Pelo Mundo”, criado e produzido inteiramente pela profissional, já conta com mais de 50 mil inscritos e o selo SVBR, pertencente ao projeto Science Vlogs Brasil, que valoriza e divulga conteúdos científicos confiáveis na plataforma. Além disso, foi vencedor do prêmio YouTube NextUp em 2018.

Arqueologia pelo Mundo 

Falar de arqueologia no Youtube, por si só, já é um diferencial. Isso porque existem poucos canais que abordam especificamente o assunto. No “Arqueologia Pelo Mundo”, é mostrado que o conceito não está apenas nas antigas civilizações, mas também em nosso cotidiano. Alguns vídeos de destaque (e também os prediletos de Márcia) são “Humanos caçaram preguiças-gigantes?”, em que ela explica sobre a megafauna, e “As faces das antigas epidemias na arte”, narrado, com roteiro impecável e ilustrações muito interessantes.

“Alguns vídeos são altamente roteirizados e outros só ligo a câmera e começo a falar os pontos que separei sobre o assunto. Mas, as pessoas sempre mandam mensagens falando que gostam da forma como explico. Talvez um dos detalhes é que eu sempre tento passar algo que está no meu coração. Eu sei que parece piegas, mas sempre tento colocar algum sentimento meu nos vídeos”, explica Márcia.

As dificuldades

Márcia ressalta que sua rotina não é fácil. “É bem irônico eu ser arqueóloga e o tempo ser meu maior inimigo. Meus vídeos precisam de uma ampla pesquisa. Agora some isso a: eu que tenho que organizar o cenário, editar os vídeos, responder e-mails, atualizar todas as redes sociais. Paralelamente estou tendo aulas de árabe, tenho que organizar minicursos e palestras, cuidar das pesquisas para meu livro e ainda trabalhar como consultora para outros youtubers. E agora irei estrear em um outro canal também”. Mesmo assim, ela se sente muito orgulhosa ao ver o trabalho pronto.

Márcia também alerta para os cortes de gastos que a ciência vem sofrendo no Brasil, especialmente em ciências humanas, área na qual a arqueologia faz parte. “Eu gostaria de dar uma mensagem positiva, mas estamos em um momento bem crítico e precisamos ficar atentos. Sem bolsas, por exemplo, alunos não podem mudar de cidade para estudar”.

Perspectivas futuras 

Além de ingressar em um novo canal, Márcia tem mais planos futuros. “No próximo ano, 2022, estarei, juntamente com o jornalista de ciência Reinaldo José Lopes, lançando um livro chamado “Mãe África: As grandes civilizações do continente africano”. É um projeto incrível onde apresentaremos algumas das grandes civilizações que reinaram neste continente, mas que são tão pouco conhecidas do grande público.

Já quando o assunto é o futuro da divulgação científica no país, Márcia tem uma visão positiva. “Acho que é bem promissor. Muita gente nova vem surgindo”.

Gostou? Você pode conferir o canal “Arqueologia pelo Mundo” clicando aqui.

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Jornalista e produtora de conteúdo. Desde criança, amo escrever e refletir sobre diversos assuntos. Faço questão de estar imersa nas redes sociais (minha favorita é o Instagram), e séries e filmes têm sempre um espacinho reservado no meu tempo livre. Como uma boa fã de Friends, acredito que um pouco de descontração é fundamental para levar a vida da melhor forma possível.