Tubarões navegam usando o campo magnético da Terra, diz estudo

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Você gosta de curiosidades sobre os tubarões? Um novo estudo relatado pela Current Biology sugere que eles conseguem ler o campo magnético da Terra, como se fosse um mapa, para navegar pelos mares abertos. E não são os únicos animais com um misterioso sentido magnético: aves, tartarugas marinhas e lagostas também estão na lista.

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Em 2005, alguns cientistas suspeitaram que os tubarões são guiados por um sentido magnético para se orientarem. O motivo foi um grande tubarão branco que nadou da África do Sul à Austrália e voltou quase em linha reta.

Como foi feito o estudo

Juntamente com sua equipe, Bryan Keller, ecologista da Universidade Estadual da Flórida,  decidiu mostrar que os tubarões usam os campos para se localizar e navegar. Os pesquisadores coletaram 20 tubarões-de-capô juvenil, (uma espécie conhecida por migrar centenas de quilômetros) de um cardume na costa da Flórida. Um de cada vez, os animais foram colocados em uma piscina e nadaram sob três diferentes campos magnéticos, aplicados em escolha aleatória. Um campo imitou o campo natural da Terra no local onde os tubarões foram adquiridos, ao mesmo tempo em que os outros imitaram os campos em locais 600 quilômetros ao norte e 600 quilômetros ao sul de suas casas.

E foi aí que eles perceberam: quando o campo aplicado era o mesmo do local de coleta, os  tubarões nadavam em direções aleatórias. Porém, quando inseridos no campo magnético do sul, eles insistiram em mudar a direção para o norte na parede da piscina.

Outro ponto que chamou atenção foi que os tubarões não preferiram nenhuma direção quando nadavam sob o campo norte. Keller afirma que isso pode ter ocorrido porque os cabeça-de-capô não têm o hábito de migrar para o norte de sua localização. Por isso, quase nunca precisam encontrar o caminho de volta para o sul.

Mesmo tendo utilizado uma única espécie para os experimentos, o pesquisador acredita que outras também usam o campo magnético da Terra para navegar, como o grande tubarão branco, por exemplo, que viaja distâncias ainda mais longas que o capô.

Fonte: Science Magazine

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Jornalista e produtora de conteúdo. Desde criança, amo escrever e refletir sobre diversos assuntos. Faço questão de estar imersa nas redes sociais (minha favorita é o Instagram), e séries e filmes têm sempre um espacinho reservado no meu tempo livre. Como uma boa fã de Friends, acredito que um pouco de descontração é fundamental para levar a vida da melhor forma possível.