Poluição luminosa por satélite já atinge toda a Terra

publicidade

De acordo com um novo estudo publicado pela revista Science, é possível que não haja mais nenhum lugar em todo o planeta Terra em que os astrônomos possam identificar as estrelas sem poluição luminosa de lixo espacial e satélites.

publicidade

A pesquisa leva em consideração dezenas de milhares de objetos em órbita em 2020. A probabilidade é que o espaço fique ainda mais lotado, por conta de outros satélites que as empresas pretendem lançar futuramente, como os do projeto Starlink, da empresa SpaceX de Elon Musk.

Os resultados mostram que as recomendações da União Astronômica Internacional, de 1979, não estão sendo atendidas: o conselho era que os observatórios astronômicos deveriam estar localizados somente onde a poluição luminosa adiciona menos de 10% mais luz do que o brilho do céu natural. Nós, humanos, somos capazes de notar pequenas mudanças de contraste, só que essa diferença pode ser bem mais impactante quando observada de telescópios.

Mas segundo o grupo de defesa de Barentine, elas não serão significativas para a maioria dos astrônomos. Na prática, o resultado pode ser relevante apenas para aqueles que buscam objetos tênues e espalhados pelo céu, como galáxias obscuras, por exemplo. De toda maneira, esse ainda é um assunto bastante polêmico dentro da comunidade científica.

Você se interessa pelo planeta Terra e o espaço? Que tal assistir ao nosso vídeo do dia em que visitamos à NASA? Vale a pena descobrir como funciona um foguete:

Fonte: Science Magazine

Deixe seu comentário