Pesquisas sobre plástico oceânico aumentam, diz relatório da ONU

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O plástico já é um problema bem conhecido: todos os anos, milhões de toneladas chegam até o oceano. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o estado da ciência global, as pesquisas sobre plástico oceânico saltaram de 46 artigos em 2011, para 853 em 2019.

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plástico no oceano

Além disso, um gráfico divulgado pela revista Science mostrou que, na última década, as pesquisas sobre o tema cresceram mais rápido do que qualquer outro que também seja importante para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Carmen Morales, ecotoxicologista do Laboratório de Lixo Marinho da Universidade de Cádis, explica que o plástico é mais visível do que outros contaminantes, como metais ou compostos orgânicos. Somado a isso, o tema chama mais atenção do público e de formuladores de políticas. “É uma monstruosidade ter todo esse plástico nas praias”, acrescenta Bart Koelmans, ecologista aquático da Universidade de Wageningen. “Para muitas pessoas, isso é o suficiente para se preocupar.”

Como as pesquisam precisam se desenvolver

Ainda existem problemas com as pesquisas relacionadas ao plástico. Segundo Ángel Borja, ecologista marinho do centro de pesquisa AZTI em Pasaia, Espanha, muitas delas ainda abordam exatamente os mesmos tópicos, como a presença de plástico nas praias, no fundo do mar ou em animais, por exemplo, mas poucos falam sobre fontes ou soluções.

No entanto, alguns cientistas estão investigando de onde o plástico vem, para onde ele vai e como afeta o meio ambiente e a saúde humana, além de tentar entender as consequências ecológicas da poluição plástica. O plástico em si é inerte, mas pode conter aditivos tóxicos, como produtos químicos para tornar o material mais flexível e durável. “Esses aditivos são o que nos preocupa”, informa Morales. Também podem existir outras substâncias nocivas.

Para diminuir o acúmulo de detritos, muitos países tomaram medidas para eliminar aos poucos os plásticos de uso único. De acordo com a UNESCO, em 2018, 127 aprovaram leis para regulamentar sacos plásticos. Mas o relatório informa que, com baixas taxas de reciclagem, as proibições não serão suficientes e será preciso investir em outras alternativas biodegradáveis.

Fonte: Science Magazine 

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Jornalista e produtora de conteúdo. Desde criança, amo escrever e refletir sobre diversos assuntos. Faço questão de estar imersa nas redes sociais (minha favorita é o Instagram), e séries e filmes têm sempre um espacinho reservado no meu tempo livre. Como uma boa fã de Friends, acredito que um pouco de descontração é fundamental para levar a vida da melhor forma possível.