NASA enviará duas naves robóticas para Vênus

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A NASA enviará duas naves robóticas para explorar a atmosfera e a geologia de Vênus. Juntas, as missões somam até US$ 1 bilhão e representam a primeira visita da agência ao planeta desde 1990. Estima-se que elas sejam lançadas até o final da década.

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Vênus

 

Cientistas planetários que estudam Vênus ficaram animados com a notícia. “Estou atordoado. Muito emocionado”, afirma Patrick McGovern, cientista planetário do Instituto Lunar e Planetário.

Primeira missão

A primeira missão é a DAVINCI+, do Goddard Space Flight Center da NASA e liderada por James Garvin, cientista-chefe da divisão científica de Goddard. Será enviada uma esfera blindada, que mergulhará por meio da atmosfera do planeta. Além disso, a missão incluirá um orbitador para mapear a misteriosa geologia de Vênus, que conta com diversos planaltos.

Analisar isótopos desses nobres gases na atmosfera é útil para os cientistas descobrirem se Vênus começou com tanta água quanto a Terra, e se é possível que o planeta esteja escondendo água em seu interior. Por fim, alguns pesquisadores acreditam que as regiões ligeiramente elevadas, chamadas tesserae, são remanescentes de continentes. Sondar a composição rochosa poderia revelar se a suspeita está correta.

Segunda missão

A segunda missão é chamada VERITAS. Liderada por Suzanne Smrekar, cientista planetária da JPL, e pertencente ao Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Para investigar se vulcões ou variantes de placas tectônicas estão ativos na superfície de Vênus, será usado um radar, com o objetivo de espiar através das nuvens do planeta e recriar sua topografia. Missões antigas revelaram evidências importantes, mas não trouxeram a resposta sobre o porquê o destino de Vênus é tão diferente da Terra.

“Estamos inaugurando uma nova década de Vênus para entender como um planeta semelhante à Terra pode se tornar uma estufa”, informou Thomas Zurbuchen, chefe científico da NASA, em um comunicado. “Nossos objetivos são profundos. Não é apenas entender a evolução dos planetas e a habitabilidade em nosso próprio sistema solar, mas estender-se além dessas fronteiras para exoplanetas.”

Fonte: Science Magazine

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Jornalista e produtora de conteúdo. Desde criança, amo escrever e refletir sobre diversos assuntos. Faço questão de estar imersa nas redes sociais (minha favorita é o Instagram), e séries e filmes têm sempre um espacinho reservado no meu tempo livre. Como uma boa fã de Friends, acredito que um pouco de descontração é fundamental para levar a vida da melhor forma possível.