Cada cidade tem uma impressão digital de micróbios, diz estudo

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Em um certo dia, a filha de Chris Mason, geneticista da Weill Cornell Medicine, tocava superfícies no metrô de Nova York. Então, ela lambeu um poste. “Houve uma clara troca de micróbios. Eu queria desesperadamente saber o que tinha acontecido”, conta Mason.

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micróbios metrô

Após o acontecimento, o geneticista passou a limpar o metrô, explorando o mundo microbiano. Em 2015, seu estudo revelou várias espécies desconhecidas em Nova York. Então, outros pesquisadores também decidiram contribuir com a pesquisa.

Agora, Mason e sua equipe divulgaram informações sobre metrôs, ônibus, trens e bondes elevados em 60 cidades em diferentes países. Eles identificaram milhares de novos vírus e bactérias, e constataram que cada cidade tem uma “impressão digital” microbiana única.

Sobre o estudo

Os pesquisadores queriam descobrir como coletar amostras de forma efetiva, com o objetivo de tirar um instantâneo global de microbiomas que circulam ao redor do mundo. Eles utilizaram lugares com bastante movimentação, como bancos, catracas e quiosques de ingressos. Apenas 3 minutos varrendo superfícies foi tempo suficiente para obter DNA.

Depois, os pesquisadores analisaram o DNA. Cerca de 45% não pertencia a nenhuma espécie conhecida. Ou seja, cerca de 11 mil vírus e 1302 bactérias eram novos na ciência.

Amostras colhidas de superfícies que as pessoas tocam, como grades, por exemplo, eram mais propensas a ter bactérias presentes na pele humana, em comparação com superfícies como janelas. Outras espécies presentes na mistura foram bactérias frequentemente encontradas no solo, água, ar e poeira.

Porém, a equipe também encontrou espécies menos difundidas, como em Nova York, que tem grande quantidade de inhibens carnobacterium, uma bactéria produtora de ácido láctico, muito tolerante a baixas temperaturas.

Se você ficou muito preocupado com os micróbios lendo este texto, temos uma boa notícia. Segundo Mason, os resultados do estudo indicam uma relativa segurança. Isso porque genes de resistência antimicrobiana, por exemplo, estavam presentes em níveis muito mais baixos nas amostras de ambiente do que em amostras do intestino humano ou hospitais, completa ele.

Fonte: Science Magazine

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Jornalista e produtora de conteúdo. Desde criança, amo escrever e refletir sobre diversos assuntos. Faço questão de estar imersa nas redes sociais (minha favorita é o Instagram), e séries e filmes têm sempre um espacinho reservado no meu tempo livre. Como uma boa fã de Friends, acredito que um pouco de descontração é fundamental para levar a vida da melhor forma possível.