Alternativa aos agroquímicos: projeto busca controlar doenças e inibir danos a saúde

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Quando falamos em saúde e bem-estar, na maioria das vezes, pensamos nos alimentos que consumimos já que, em muitos casos, eles contam com a presença de agrotóxicos, que são produtos químicos utilizados, em especial, no setor de produção agrícola, para proteger plantas e grãos de pragas e doenças que possam comprometer o desenvolvimento de plantações inteiras. Mas, atualmente, com tanta tecnologia, não seria possível ter alguma alternativa aos agroquímicos?

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Alternativa aos agroquímicos

Foi levando isso em consideração que surgiu o projeto “Potencial fungitóxico de diferentes extratos vegetais sobre o desenvolvimento in vitro do fitopatógeno causador da antracnose em frutos de bananeir”, da estudante Ana Carolina Gonçalves Selva.

A ideia do estudo se deu porque o avô da estudante tinha uma pequena produção de bananas e a antracnose era uma doença muito ocorrente na plantação. Com isso, a jovem começou a pesquisar sobre o assunto e acabou descobrindo que para controlar essa doença era preciso utilizar agroquímicos.

No entanto, como é sabido, o uso de agrotóxicos acarreta em muitos danos a saúde e ao meio ambiente. Pensando nisso a estudante pesquisou sobre as inúmeras funcionalidades das plantas utilizadas no controle de fungos e desenvolveu o projeto para que os pequenos produtores tenham uma alternativa aos agroquímicos.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Projeto nasceu com o intuito de combater doenças sem prejudicar a saúde das pessoas | Divulgação

“Causador da antracnose em frutos de bananeira”

*Por Ana Carolina Gonçalves Selva
*Coordenado por Dionéia Schauren

De onde surgiu a ideia do projeto?
A ideia para o projeto surgiu, pois, meu bisavô tinha uma pequena produção de bananas e a antracnose era uma doença muito ocorrente em sua plantação. Sabendo disso comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que para controlar essa doença precisava utilizar agroquímicos, entretanto o uso dos mesmos acarreta em muitos danos a saúde e ao meio ambiente, então pesquisei sobre plantas utilizadas no controle de fungos e comecei a desenvolver o projeto para que os pequenos produtores tenham uma alternativa aos agroquímicos.

Quais foram os maiores desafios?
Um dos maiores desafios da minha pesquisa foi encontrar um extrato vegetal que conseguisse controlar uma boa porcentagem do fungo, demorei quatro anos para encontrar algo eficaz, mas eu não desisti, continuei pesquisando até encontrar. Outros desafios muito grandes que eu tive foram devidos à falta de recursos para o desenvolvimento do projeto, já que sou de um colégio público e o mesmo não tem como custear os gastos com a iniciação cientifica, então para fazer a pesquisa eu precisei vender rifas, espetinhos, bolos, eu fiz de tudo para conseguir a verba e desenvolver o projeto.

Quais foram as maiores descobertas?
Descobrir que é possível sim, usar extratos vegetais que são feitos com plantas que estão prontamente disponíveis na nossa região e em qualquer lugar no mundo, e que essas plantas podem ser utilizadas para controlar doenças que geralmente são controladas com agroquímicos, e que a diferença que podemos fazer no mundo é muito maior do que nos pensamos, nos podemos sim substituir os produtos químicos por um produto orgânico e natural, mas para isso acontecer é preciso fazer pesquisas, e essas pesquisas além de não serem financiadas de uma forma que mais pessoas possam fazer, elas podem trazer uma grande variedade de conhecimento para o nosso país, porque o Brasil é rico em plantas e tem uma das maiores variedades de vegetações, e essas plantas podem ser usadas sim, mas para isso muitos testes precisam ser realizados, são muitas horas de laboratório, de pesquisa, mas eu descobri que essas plantas podem ser utilizadas e elas podem sim controlar as doenças em cultivares de banana.

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Dentre os desafios ao longo da pesquisa, a jovem destaca a falta de recursos para o desenvolvimento do projeto | Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como foi participar da FEBRACE?
Foi uma sensação maravilhosa, uma troca de experiências incrível. Os avaliadores deram sugestões que agregaram muito ao meu estudo assim consegui melhorar minha pesquisa, a troca de conhecimento que aconteceu na FEBRACE com avaliadores como com demais participantes foi sensacional será para sempre uma lembrança maravilhosa da minha trajetória em feiras de ciências.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Se você quer participar de uma feira de ciências, você precisa desenvolver um projeto, mas isso não é difícil, você só precisa ter em mentes o que você gostaria de fazer para ajudar o mundo, ou a sociedade em que vivemos em um lugar melhor, coloque essas ideias em prática e faça acontecer. Sigam as dicas dos avaliadores, façam o que for solicitado, ouçam seus orientadores, eles são fundamentais para seu projeto acontecer, mas acima de tudo faça com amor, faça para tentar fazer a diferença no mundo, não faça para viajar ou ganhar prêmios pois isso será uma consequência do seu esforço e dedicação em desenvolver o projeto. O Brasil está cheio de feiras de ciências incríveis, participem sempre que possível pela troca de experiências, para mostrar para as outras pessoas o quão incrível é o projeto que você desenvolveu e não desista se você se deparar com falta de recursos, corra atrás, venda rifa, faça o que der de acordo com sua realidade, mas faça, pois, vai valer a pena.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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