Estudantes criam fórmula para auxiliar a cicatrização de úlceras cutâneas em pacientes diabéticos

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A úlcera é a perda de substância em qualquer superfície orgânica, seja no epitélio, na pele ou na mucosa, sem tendência para a cura espontânea. As úlceras cutâneas crônicas são decorrentes do diagnóstico tardio ou do tratamento inadequado. Levando isso em consideração, um grupo de estudantes resolveu desenvolver uma fórmula para auxiliar a cicatrização de úlceras cutâneas em pacientes diabéticos fase II.

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Cicatrização de úlceras cutâneas

Intitulado “CicatriBIO: Produção de formulações farmacêuticas a partir do látex da mangaba (Hancornia speciosa) para auxílio na cicatrização de úlceras cutâneas em pacientes diabéticos (Fase II)”, o projeto é de autoria dos estudantes Ítila Maykely Santos Conceição e João Pedro de Oliveira Lima, com orientação dos professores Saulo Capim e Jane Lima.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Essas descobertas, desafios, ideias e demais informações serviram de base para a apresentação do projeto na FEBRACE 2021 | Divulgação

“CicatriBIO”

*Por Ítila Maykely Santos Conceição e João Pedro de Oliveira Lima
*Coordenado por Saulo Capim e Jane Lima

O projeto “CicatriBIO: Produção de formulações farmacêuticas a partir do látex da mangaba (Hancornia speciosa) para auxílio na cicatrização de úlceras cutâneas em pacientes diabéticos (Fase II)” é de autoria dos estudantes Ítila Maykely Santos Conceição e João Pedro de Oliveira Lima, sendo o professor Saulo Capim o Orientador e a professora Jane Lima a Coorientadora.

A ideia que deu início ao projeto partiu dos estudantes João Pedro e Lucas Simões (antigo participante). Ambos conheciam a mangabeira e o seu látex já utilizado amplamente na medicina popular para diversos fins. No caso de João, o fato de sua avó ter sido acometida por úlceras cutâneas – uma complicação do diabetes – o motivou a trazer este problema familiar para a pesquisa e transformá-lo na problemática do estudo: a má cicatrização de diabéticos.

Além dos estudantes, outro personagem importante no desenvolvimento da pesquisa foi o professor Saulo, que ensina Química Orgânica na instituição (IF Baiano – Campus Catu). O docente acolheu a ideia dos alunos, ainda que inicial, e juntos começaram a planejar como a pesquisa seria desenvolvida: desde o levantamento bibliográfico sobre a problemática até a metodologia a ser adotada.

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A projeto busca a produção de formulações farmacêuticas a partir do látex da mangaba (Hancornia speciosa) | Divulgação

Dentre os grandes desafios enfrentados durantes esses quase 3 anos de projeto, um grande problema ainda no início da pesquisa foi a estabilização do látex. O látex da mangaba necessita ser diluído em solvente – no caso da pesquisa, a água – para evitar sua instantânea polimerização. Encontrar o método ideal para a coleta e a concentração da solução aquosa de látex se tornou uma grande preocupação para todos os envolvidos.

Outro “obstáculo” preocupante durante os estudos foi a produção das biomembranas, pois durante o processo de polimerização das mesmas, inúmeros fatores prejudicaram a qualidade visual dos biofilmes. O surgimento de bolhas de ar, as mudanças abruptas de tonalidade e a rigidez do polímero foram alguns dos problemas que indicaram a necessidade de reformulação da composição e metodologia utilizadas.

Falando sobre as maiores descobertas, cabe ressaltar os ótimos resultados nos testes biológicos. Basicamente, os testes in vitro conseguiram comprovar o alto percentual da viabilidade celular de macrófagos (células) em contato com o látex. Esse resultado foi uma descoberta muito importante para o grupo da pesquisa, comprovando a não toxidade da substância, fator crucial para a continuidade dos estudos.

Essas descobertas, desafios, ideias e demais informações serviram de base para a apresentação do projeto na FEBRACE 2021. Esse ano foi a 2ª vez que o projeto foi aprovado para participar da feira, e assim como em 2020, foi incrível estar na FEBRACE. Poder compartilhar conhecimento científico com dezenas de pessoas, conhecer jovens cientistas engajados com suas realidades e que acreditam na Ciência como mecanismo de transformação foi algo magnífico.

Para além do compartilhamento e construção do conhecimento científico na feira, foi muito gratificante conhecer a história de diferentes estudantes e professores brasileiros. A diversidade de sotaques, gírias, realidades e perspectivas enriqueceram ainda mais a maneira de se popularizar a Ciência neste país, valorizando a identidade pessoal de cada participante.

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Esse ano foi a 2ª vez que o projeto foi aprovado para participar da feira | Divulgação

Para quem quer participar de eventos científicos como a FEBRACE, é importante, antes de tudo, conhecer quais são as feiras científicas no país, a exemplo temos: FEBRACE, MOSTRATEC, FBJC, MILSET, FEBIC e muitas outras. No Instagram, é possível encontrar perfis que divulgam informações sobre estas e outras feiras, vale à pena dá uma olhada (@jovens.cientistas / @oficialacademicos / @fbjc_).

Outra dica muito importante é sobre se programar dentro dos prazos estabelecidos pelas feiras. O planejamento, desde cedo, é indispensável para a elaboração, entrega e possível correção de alguns itens requeridos, como: relatório/artigo, banner, vídeo, formulários e a própria apresentação.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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