Carros elétricos: projeto estudantil busca transmitir energia por meio de indução eletromagnética

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Cerca de 370 modelos de carros elétricos estavam disponíveis em 2020 ao redor do mundo, segundo AIE. Isso indica um aumento de 40% em relação aos números levantados em 2019. Segundo ABVE, é previsto que no Brasil, o mercado nacional ultrapasse a marca de 28 mil eletrificados só em 2021.

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Carros elétricos

No entanto, apesar dos carros elétricos não produzirem gases nocivos e serem tão rápidos quanto os carros comuns, ainda hoje eles são mal vistos aos olhos dos compradores, que não veem grande vantagem em um veículo que demanda grandes quantidades de tempo para recarregar e que custa mais caro.

Pensando em inibir esses efeitos negativos, um projeto estudantil decidiu desenvolver uma proposta de um modelo de pista com implementação de placas piezoelétricas, geradoras de energia por sua deformidade, para gerar energia não nociva ao meio ambiente com a passagem de carros, além de um sistema de indução eletromagnética nos carros elétricos e ao longo da própria pista, a fim de transmitir a energia gerada para um carro elétrico em movimento, aumentando seu período de rotação na estrada.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Projeto foi iniciado em 2019 | Divulgação

“TUPÃ – Tráfego Urbano com Piezoeletricidade Aplicada”

*Por Luís H. C. Evangelista, Sabrina N. Santiago, Giorgio Chiarini e Yasmim Fujimoto Gordiano
*Coordenado por Alê de Souza Cruz e Roberto Alexandre Alves Barbosa Filho

O problema da poluição no cenário mundial é um dos impasses que mais aflige a população, principalmente a contaminação pelo ar, que acarreta mais de sete milhões de mortes todos os anos, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), e que, segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente, é causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis realizada por automóveis.

O uso de carros elétricos, que além de não produzirem gases nocivos ainda são tão rápidos quanto carros comuns e rodam em tempo considerável com apenas uma recarga, surge como uma alternativa para esse problema. Porém, os carros elétricos ainda são mal vistos aos olhos dos compradores, que não veem grande vantagem em um veículo que demanda grandes quantidades de tempo para recarregar e que custa mais caro.

Assim, surgiu, na feira de ciências do Colégio Militar de Manaus de 2019 pelos alunos Luís H. C. Evangelista, Sabrina N. Santiago e Giorgio Chiarini, o TUPÃ (Tráfego Urbano com Piezoeletricidade Aplicada), a proposta de um modelo de pista com implementação de placas piezoelétricas, geradoras de energia por sua deformidade, para gerar energia não nociva ao meio ambiente com a passagem de carros, além de um sistema de indução eletromagnética nos carros elétricos e ao longo da própria pista, a fim de transmitir a energia gerada para um carro elétrico em movimento, aumentando seu período de rotação na estrada.

O projeto fora então selecionado para a FEBRACE 2021, levando o orientador Alê de Souza Cruz e a aluna Yasmim Fujimoto Gordiano do Colégio Militar de Manaus a aprofundar o desenvolvimento do projeto com pesquisas mais detalhadas, que levaram à melhor compreensão dos tipos de transdutores piezoelétricos, permitindo uma produção mais eficiente de energia, e ao estudo aprofundado sobre indução eletromagnética, que revelou os melhores modelos para a transmissão da energia que seria gerada pela pista. Ao longo das pesquisas, descobriu-se o oscilador de Hartley, que melhorou o rendimento do sistema. Porém, também houve diversos desafios a serem enfrentados, dentre eles, os mais difíceis foram a construção dos protótipos e os cálculos feitos para aproximar os valores para uma pista real.

“A FEBRACE é uma excelente oportunidade para alcançar um público maior e desenvolver as perspectivas do projeto. Participar deste evento foi uma experiência cheia de desafios e que me deu aprendizados para a vida toda, além de me ajudar a obter experiências na minha possível área de atuação. A dica que posso dar para quem quer participar de uma feira de ciências é atentar-se aos problemas da atualidade em sua comunidade e buscar soluções criativas para resolvê-los, além de ter muita persistência no processo de desenvolvimento, pois nem sempre dá certo nas primeiras tentativas, o que demanda muito tempo e esforço”.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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