Projeto desenvolve método que utiliza imagens digitais para realizar análises químicas

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Grupo participante da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), conseguiu desenvolver um método inovador que utiliza imagens digitais para realizar análises químicas de modo que pode ser usado por alunos e professores independente de condições financeiras ou aparato técnico.

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Análises químicas

O trabalho foi desenvolvido por uma estudante do ensino médio que teve a ideia de determinar valores de pH usando o repolho roxo como indicador e imagens digitais como fonte de dados.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

Análises-químicas
Grupo desenvolve método inovador que utiliza imagens digitais para realizar análises químicas de modo que pode ser usado por alunos e professores | Divulgação

“Uso de smartphone na determinação do pH de soluções”

*Por Hanna Vitória de Oliveira Silva
*Coordenado por Pollyana Souza Castro, Daniel Lucas Dantas de Freitas  e Raíssa Vanessa de Oliveira Silva

De onde surgiu a ideia do projeto?
Quando ingressei no ensino médio, eu estava muito ansiosa para fazer ciência, e percebi que haviam alguns problemas, como por exemplo que os equipamentos de análises químicas são muito caros e inacessíveis para alunos do ensino médio o que dificulta a realização de pesquisas científicas nesse período. Assim, pensei em desenvolver em um método que fosse acessível e baixo custo que pudesse ser utilizado para realizar as análises químicas. Meus orientadores falaram sobre a possibilidade de usar imagens digitais para realizar algumas análises de calibração e assim começamos a desenvolver experimentos mais simples para testar a hipótese. Depois disso, tive a ideia de determinar valores de pH usando o repolho roxo como indicador e imagens digitais como fonte de dados.

Quais foram os maiores desafios?
Embora um dos objetivos do trabalho fosse diminuir custos, ainda houveram diversos gastos com compra de materiais e participação em feiras científicas. Não tivemos apoio institucional, então tivemos de arquivar todos os gastos. Uma outra dificuldade foi conseguir estabelecer o melhor método para realizar o experimento, passaram-se meses e dezenas de testes até finalmente conseguirmos aprimorar e estabelecer um método eficiente de extração de antocianina, uso das soluções, aquisição das imagens e tratamento dos dados.

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Projeto buscou otimizar alguns custos para que ele fosse usada por diversas pessoas | Divulgação

Quais foram as maiores descobertas?
Conseguimos desenvolver um método inovador que utiliza imagens digitais para realizar análises químicas de modo que pode ser usado por alunos e professores independente de condições financeiras ou aparato técnico. Ainda mais, desenvolvemos um método original com uma técnica ainda pouco usada e ainda conseguimos obter resultados satisfatórios.

Como foi participar da FEBRACE?
Participar da Febrace foi uma oportunidade incrível, pois conhecemos outros pesquisadores e obtivemos a opinião de diversas pessoas sobre nosso trabalho. Isso foi de extrema importância para o meu amadurecimento, quanto ao projeto. Também participamos de atividades extras como palestras e rodas de conversa que possibilitaram que aprendêssemos diversas coisas que eu sequer sabia que queria aprender.

Quais dicas daria para quem quer participar de uma feira de ciências?
Eu diria para não desistirem, o caminho percorrido até chegar em uma feira científica não é fácil e pode ser muito desafiador, mas é algo que traz resultados e vale todo os esforços. Além disso, quando estiverem participando, apreciem cada momento, especialmente os comentários dos avaliadores e dos seus colegas de feira, eles podem dar ideias incríveis e perceber algo que você ainda não reparou.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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