Finalista da FEBRACE cria aplicativo baseado na economia circular

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Você já ouviu falar em economia circular? Basicamente, isso se trata de um conceito econômico que faz parte do desenvolvimento sustentável e propõe que os resíduos de uma indústria sirva para matéria-prima reciclada de outra indústria ou para a própria. Não só isso, como, pretende desenvolver produtos tendo em mente um reaproveitamento que mantenha os materiais no ciclo produtivo. Bem legal, né?

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Economia circular 

Foi analisando e estudando sobre as inúmeras possibilidades que a economia circular pode proporcionar que a estudante Victórya Leal Altmayer Silva desenvolveu o FIDERE – aplicativo que busca incentivar estruturas como brechós e a associações da comunidade no Litoral Norte gaúcho.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

Projeto foi elaborado e desenvolvido durante a pandemia | Divulgação
Projeto foi elaborado e desenvolvido durante a pandemia | Divulgação

“FIDERE”

*Por Victórya Leal Altmayer Silva
*Coordenado por Flávia Santos Twardowski Pinto e Cláudius Jardel Soares

A ideia do projeto surgiu a partir de três situações vivenciadas por mim durante a pandemia: (i) a minha avó pertence a uma associação de mulheres de sua comunidade, porém essa estrutura não está conectada a nenhuma mídia social. Este fato acarretou que durante o período de isolamento minha avó se sentisse distante das mulheres que junto com ela compõem essa associação local; (ii) observei que muitos amigos meus começaram a comprar roupas em brechós e compartilhar nas redes sociais e isso me deixou tão curiosa que pensei: “é tão legal comprar assim em brechó que eles estão compartilhando com as pessoas?!”; (iii) por fim, percebi que toda a minha família havia mudado nosso modo de realizar compras durante a pandemia, passando a realizar quase tudo de maneira eletrônica.

A partir dessas situações, tive meu primeiro Insight: “há uma conexão entre isso e eu vou descobrir qual é”. Com o tempo, descobri que tudo estava conectado através de um emergente sistema econômico, a Economia Circular, e que a criação de um Aplicativo serviria de incentivo para essas estruturas: brechós e associações da comunidade no Litoral Norte gaúcho. Desse modo, pude através da ciência solucionar o problema de minha família e comunidade ou, como gosto de falar, mudar o mundo a partir da minha realidade.

Entretanto, meu caminho na ciência e nesse projeto nem sempre foi fácil. Para criar esse Aplicativo para minha comunidade precisei aprender a programar algo que nunca havia feito e me julgava incapaz. Então, para desenvolver meu projeto não tive só que vencer as barreiras técnicas e aprender novas coisas, mas vencer os limites que eu havia imposto a mim mesma.

Economia-circular 
Depois de muito estudo e trabalho foi possível criar um aplicativo inclusivo, sustentável e inovador | Divulgação

Vencer essas dificuldades e desenvolver meu projeto de pesquisa só me trouxe alegrias. Ao longo do meu projeto fiz diversas descobertas que transformaram meu olhar sobre o mundo, entre elas: (i) a sociedade contemporânea vive em uma Economia Linear e, por isso, tem comportamentos individualistas e hiperconsumistas; (ii) é necessário repensar nossas relações sociais e de consumo e a Economia Circular é uma alternativa tangível; (iii) é possível incentivar à Economia Circular de maneira prática e inclusiva através da criação de um Aplicativo Móvel para brechós e associações.

Quando me tornei finalista da FEBRACE e pude contar um pouco da minha história e da minha pesquisa foi a realização de sonho, certamente uma experiência única em minha vida. No meu projeto, eu desenvolvi uma solução tecnológica: Aplicativo inclusivo, sustentável, inovador e necessário a nível internacional. Portanto, compartilhar isso com as pessoas foi a parte mais especial da FEBRACE para mim. Ressalto que através da FEBRACE mostrei que a ciência de fato transforma vidas, pois transformou a minha. A ciência me tornou uma pessoa com força e vontade de, diariamente, promover as mudanças que eu quero ver na minha comunidade. Gostaria ainda de compartilhar que a FEBRACE foi a realização de um sonho que abriu as portas e me guiou para sonhos ainda mais impossíveis. A partir da minha participação na Feira fui credenciada para representar nosso país na ISEF: a maior feira de ciências e engenharias do mundo, algo que havia considerado fora do meu alcance.

Já para minha orientadora, professora Flávia, a participação na FEBRACE é um momento indescritível de troca e reconhecimento. Nesse espaço é possível trocar conhecimento com estudantes e orientadores e reconhecer o trabalho de cada estudante e professor de todas as partes do Brasil.

Por fim, gostaria de aconselhar todos os estudantes que desejam participar de feiras de ciências a acreditarem nas suas ideias mais insanas e improváveis. Além de que nunca esqueçam de desenvolverem seus projetos com muito amor e rigor científico. Seguindo essas duas dicas, a feira de ciências será apenas uma das diversas consequências positivas.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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