Os MOTORES do submarino

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Já vimos como o submarino afunda e flutua, mas como será que ele vai para frente? Quais são os desafios para manobrar um submarino debaixo d’água e por que nós estamos com tantas dúvidas a respeito do seus motores? Vamos lá, uma coisa de cada vez.

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Tal qual um navio, um submarino precisa utilizar hélices para ir para frente. Ao girar, os hélices impulsionam água para trás o que, pela Terceira Lei de Newton, gera uma força no submarino para frente. Diferente de um navio, porém, os motores do submarino ficam completamente submersos e sofrem grandes limitações por conta disso.

Os motores de barco são movidos à explosão, queimando combustível (gasolina ou diesel) com o oxigênio do ar para impelir as pás dos hélices. Os submarinos tradicionais optaram por usar dois tipos de motores: um de combustão à diesel, para quando o submarino estivesse próximo da superfície e com acesso ao ar da atmosfera; e outro elétrico, que não precisava de oxigênio, para quando o submarino mergulhava. O motor elétrico é mais “fraco” que o à diesel, e depende das baterias para funcionar. Quando as baterias se esgotavam, o submarino precisava voltar à superfície para acionar o motor à combustão a fim de recarregá-las.

Sala das Máquinas de um submarino à diesel.

Os submarinos mais modernos resolvem o problema por meio de um reator nuclear, que usa combustível radioativo para gerar sua energia, sem depender de oxigênio. Essa fonte de energia é tão potente que mesmo uma quantidade pequena de combustível permite ao submarino ficar meses de baixo d’água, sem nunca precisar voltar à superfície.

Submarino nuclear russo.

A nossa escolha

No caso do ‘sub’ do Manual do Mundo, seria impossível usar motores híbridos ou, muito menos, nucleares – nos restou optar pelo motor elétrico. Como sabemos que água não combina bem com eletricidade, esse motor precisa ser muito bem vedado para funcionar adequadamente. Optamos por comprar motores de scooters subaquáticos (pequenos veículos que puxam um mergulhador de baixo d’água), que já são projetados para funcionar submersos – mais fácil e confiável do que tentar adaptar um outro motor. Porém, aqui surgem nossos receios: esses scooters conseguem levar um único mergulhador a uma velocidade de 5km/h. Mesmo usando dois desses, pode ser que, pelo peso do submarino, a potência não seja suficiente para transmitir um deslocamento aceitável.

Scooter de mergulho usado como motor para o submarino.

Falando agora de manobras, costuma-se utilizar um leme na popa das embarcações que, quando acionado, permite fazer curvas. Tentando simplificar o projeto e evitar mais partes móveis, nossa ideia para o submarino do Manual é colocar um motor de cada lado do casco que, se acionados individualmente, geram um o impulso vindo de apenas um dos lados e o faz girar. A que velocidade esses motores conseguirão fazer uma curva ainda é uma dúvida que só será respondida quando os primeiros testes forem feitos. Vamos torcer!

Os dois motores acoplados às ferragens do submarino do Manual do Mundo.
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