As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

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Por toda a antiguidade, diversas obras de grande arquitetura e beleza inspiraram os cronistas e poetas de seu tempo e atraíram a atenção de muitos peregrinos. As 7 obras mais grandiosas formaram a lista das Maravilhas do Mundo Antigo, que agora vos apresento:

Colosso de Rodes

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Uma estátua gigantesca do deus Hélio, feita de ferro e bronze, foi erigida na ilha de Rodes no ano 280 AEC pelo escultor Carés de Lindos, para celebrar a vitória contra o cerco de Demétrio I da Macedônia, no ano de 304 AEC. Após 8 anos de construção, o Colosso de Rodes, com 33m de altura, se tornou a maior estátua da antiguidade.

Infelizmente ela perdurou por apenas 56 anos, vindo a desabar durante o terremoto de 226 AEC. Por mais de 800 anos os restos da estátua ainda podiam ser apreciados pelos viajantes que passavam pela região, que registravam sua admiração pela obra mesmo estando partida na altura dos joelhos.

Mausoléu de Halicarnasso

Com a morte de Mausolo, um dos governantes do Império Aquemênida da Pérsia, sua esposa Artemísia II resolveu construir uma tumba majestosa para abrigar o corpo do marido. A construção, projetada pelos arquitetos gregos Satyros e Pythius, foi erigida em mármore, no ano de 350 AEC. Do alto dos seus 45m de altura, lançava grande deslumbre por cada uma das quatro fachadas, que foram esculpidas em relevo por quatro diferentes escultores gregos.

Essa obra magnífica de arquitetura perdurou por muitos séculos até sucumbir (também) por uma sucessão de terremotos que se abateu na região pelos séc. XII ao XV. Como curiosidade, a palavra “mausoléu” que usamos hoje em dia vem, justamente, por conta dessa tumba construída para abrigar os restos mortais de Mausolo.

Farol de Alexandria

Esta gigantesca construção de mais de 100m de altura, uma das mais altas do mundo antigo, foi erguida na ilha de Pharos, próximo ao delta do Rio Nilo, durante o reinado do faraó Ptolomeu II. Feita a partir de blocos enormes de granito e calcário, o Farol de Alexandria auxiliava a navegação das embarcações durante a noite.

O edifício levou 12 anos para ficar pronto e resistiu bravamente pelo tempo, vindo a perecer devido (adivinhe só?) a uma série de terremotos que o atingiu durante os séc. VIII, X e XIV. Assim como ocorreu com o Mausoléu, a palavra “farol” que usamos hoje em dia vem de Pharos, a ilha na qual o famoso farol foi construído.

Estátua de Zeus em Olímpia

Esculpida por Fídias, um célebre escultor grego, a Estátua de Zeus representava a divindade máxima do panteão grego sentada num enorme trono, em cuja mão esquerda segurava um cetro e na direita uma estatueta de Nice, a deusa da vitória. Seus 12 metros de altura foram erigidos, por volta de 435 AEC, em placas de ouro e marfim sobre madeira, e adornadas com ébano e pedras preciosas.

Depois da ascensão do Império Romano, os cultos helênicos foram proibidos e a estátua de Zeus foi desmontada e levada para Constantinopla. Seu paradeiro final é desconhecido, mas há evidências que apontam que tenha sido queimada no grande incêndio do palácio de Lausus em 475 EC.

Templo de Ártemis

Localizado em Éfeso, em homenagem à deusa da caça e da vida selvagem, o Templo de Ártemis foi o maior e mais importante templo do mundo antigo. Esta obra magnífica de arquitetura foi reconstruída duas vezes – a primeira por conta de uma enchente e a segunda por um incêndio. Na sua terceira e mais altiva versão, o templo contava com 127 colunas distribuídas numa área de 140m x 70m e com altura de 20m.

Com o declínio da civilização helênica, o templo passou a sofrer saques e avarias por outros povos. Em especial, existe um registro de uma grande pilhagem ocorrida em 268 EC pelos godos. No séc. XIX, porém, escavações arqueológicas encontraram vestígios do templo e puderam reconstruir uma solitária coluna onde antes havia 127 delas.

Jardins Suspensos da Babilônia

De todas as Maravilhas, esta é a única cuja localização nunca foi encontrada e não se sabe nem ao certo se realmente existiu. Há alguns registros apenas, vindos de cronistas gregos e romanos, que contam histórias divergentes. Para alguns teria sido um presente do rei Nabucodonosor II para sua esposa Amitis, com o intuito de criar uma paisagem parecida com a de seu território montanhoso de origem; outros dizem que foi obra de um rei Sírio. Há também desacordo com a forma e estrutura. Para uns era uma construção com colunas da qual pendiam as diversas variedades exóticas de plantas, em contraposição à hipótese de ser terraços em camadas, com o andar superior um pouco menor que o inferior, como uma pirâmide em degraus. Há quem diga que o sistema de irrigação era feito por meio de um “Parafuso de Arquimedes”, e ainda há os que defendem que tal obra de arquitetura era apenas uma peça de fantasia mítica que nunca existiu.

Seja qual for a verdade por trás, fato é que os tais jardins carregam consigo uma aura de grande mistério que desperta a atenção e imaginação dos curiosos até hoje. Quem sabe um dia alguma escavação arqueológica possa lançar mais respostas sobre essa enigmática edificação.

A Grande Pirâmide do Egito

Fazendo um contraponto com os Jardins Suspensos, a Grande Pirâmide de Gizé é a única Maravilha do mundo antigo que está de pé até hoje, o que é um feito incrível visto que é a mais antiga de todas elas. Foi erguida por volta de 2.560 AEC, após uns 15 anos de intenso esforço de dezenas de milhares de trabalhadores, com a função de guardar o sarcófago do faraó Quéops e garantir assim sua passagem majestosa para o pós-vida, de acordo com a mitologia egípcia.

Seus números são todos monumentais: feita com aproximadamente 2,3 milhões de enormes blocos de calcário e granito, cada um pesando dezenas de toneladas, ela soma mais de 6 milhões de toneladas no total. De sua base quadrada de 230m de largura, projeta-se para uma altura de 140m e foi por mais de 3.800 anos a construção mais alta da humanidade (sendo superada pela Catedral de Lincoln em 1.311 EC).

A Grande Pirâmide é uma obra que evoca uma grandiosidade sem igual e, até hoje, guarda mistérios em suas galerias e câmaras não exploradas. Sinto que poderá ainda nos surpreender, no futuro, quando novas técnicas de sondagem conseguirem perscrutar nas suas entranhas mais escondidas. Aguardemos.

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