Qual a profundidade MÁXIMA do submarino?

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Fazer o submarino subir e descer é apenas uma questão de ajuste de densidade: encha os tanques com água e ele fica mais denso, mais pesado, e afunda; encha os tanques com ar e ele fica menos denso e flutua. Mas será que podemos descer indefinidamente até o fundo do oceano? Quais são as desafios?

Quando estamos na superfície do mar sentimos a pressão causada pelo peso de toda a atmosfera terrestre sobre nossas cabeças. Essa pressão vale 1 atm ao nível do mar e diminui com a atitude, já que quanto mais alto subimos, menos quantidade de ar tem acima da gente. Para cada 100m que subimos, a pressão diminui cerca de 1%, assim, em São Paulo, que fica 760m acima do nível do mar, a pressão atmosférica mede por volta de 0,92 atm.

Ao submergirmos, porém, a pressão atmosférica é somada ao peso da coluna de água sobre nossa cabeça. A água é tão mais densa que o ar que, a cada 10m que descemos, a pressão aumenta em 1 atmosfera! Veja, cada 10m de água é o equivalente aos 100.000m de atmosfera da terra. Um simples mergulho de poucos metros submete você a uma variação de pressão muito maior do que o seu corpo está habituado na superfície, mesmo ao escalar uma alta montanha. Isso significa que os mergulhadores precisam lidar com diversos efeitos fisiológicos (como compressão do pulmão, dos ouvidos, diluição de gases na corrente sanguínea etc) e executar manobras e procedimentos adequados para conseguir conter isso. Mas e no caso do submarino? O que será que acontece?

Conforme o submarino vai afundando, a diferença de pressão entre o lado de fora e o de dentro aumenta. A estrutura de todo o submarino vai sendo comprimida por uma força enorme. A 10m de profundidade essa força vale uma 1 atmosfera, que equivale ao peso de 1kg por cada centímetro quadrado. Descendo mais 10m essa força dobra de valor. Nessas circunstâncias, não apenas o casco do submarino precisa ser muito resistente, como a própria água é pressionada para dentro dos pontos de vazamento com mais força e as vedações são levadas ao extremo. Todo submarino, até mesmo os militares, apresentam vazamentos dependendo da profundidade, e necessitam bombear essa água para fora novamente.

O submarino do Manual irá descer até 10m de profundidade mas, por segurança, está sendo projetado para aguentar uma diferença de mais de 3 atmosferas. O casco foi recoberto por uma grossa camada de fibra de vidro e as janelas são feitas de um bloco maciço de acrílico de 2cm de espessura. Além disso, o sistema de ar comprimido trabalha com reguladores de pressão, para ter capacidade de expulsar a água dos tanques de lastro quando for necessário emergir.

Um outro desafio é escapar do submarino em caso de emergência. Imagine que ocorra algum problema interno e o Iberê precise abandonar a cabine. Basta abrir a escotilha, certo? Impossível. Como a pressão de 1 atm equivale a 1kg por centímetro quadrado, a escotilha estará sendo pressionada, apenas, pelo peso de 3 toneladas de água – creio que o Iberê não é tão forte assim. Para resolver o problema, instalamos um sistema de emergência que abre uma comporta e inunda o submarino, com o intuito de equalizar a pressão de dentro com a de fora, e permitir que o nosso capitão possa abrir a escotilha e escapar de sua clausura.

E vocês, conheciam esses desafios todos que meros 10m de profundidade podem gerar? Respondam abaixo.

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